domingo, dezembro 11, 2005

Aprendendo com as corridas

Encontrei um buque de flores jogado na rua hoje. Muito parecido com o que eu dei para ela ontem. Só que tinha uma flor a menos.
O que me vem à cabeça é um conto do Bukowski, sobre corrida de cavalos. A idéia era levar os alunos, durante as aulas do curso de literatura, para apostarem. Com o tempo, eles teriam uma idéia bem clara do que significa vencer e, acima de tudo, perder.
Acho que o amor tem muita coisa tem a ver com corrida de cavalos. Uma aposta. E você só descobre que apostou no cavalo errado quando a corrida acaba. Eu perdi muitas vezes. Tempo, alegria, disposição, carinho.

Ele me perguntou: “Qual é o lance entre vocês dois?”
Bem...
“Você tá saindo com ela?”
Eu tento... mas ela é meio ocupada...
“Quando foi a última vez que vocês se viram?”
Ela foi almoçar lá em casa... um mês atrás, mais ou menos.
“E rolou?”
Bom...
“Vocês treparam?”
(...) Não.
“Vocês ficaram?”
Ah, ficamos deitados na cama trocando carinho...
“Hm.”

Mas o fato é que não ficamos. Eu tentei, mas ela não quis. Não comentei com o meu amigo porque aquela conversa já tinha me deixado muito pra baixo. Ela não sai comigo. Eu telefono e ficamos horas conversando, mas ela não me liga. A única coisa que posso dizer é que gosto dela. Muito.

A questão é saber quando a corrida acaba.

Um brinde à verdade.

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