sábado, março 24, 2007

O ano em que meus pais saíram de férias


Felicidade de acordar de manhã e ter 12 anos. O mundo é diferente e ele nunca mais vai ser assim de novo. Mas algumas coisas sempre vão se repetir.

Acho que sempre teremos ruas vazias em véspera de jogo da seleção. Copa do mundo, as ruas, as ruas... Deus, todos os brasileiros somem das ruas! O cotidiano sai de férias e eu caminho, imagino as mãos dadas diante dos aparelhos de tv, os sorrisos, a ansiedade, a alegria incontida. Isso sempre será assim.

Outra coisa que sempre teremos é a ausência. A expectativa de uma visita que nunca vem, de um chamado que nunca acontece.

Dizer adeus pra quem a gente ama.

Dizer adeus pra quem a gente poderia ter amado.

A solidão mesmo a gente inventa. Não faz diferença estar nas avenidas desertas ou no meio de um abraço pra comemorar o gol. A solidão está dentro da nossa cabeça. Afinal, todos estamos sozinhos, mas talvez a solidão seja uma escolha.

Crítica de filme a gente também inventa.

É do caralho, simplesmente do caralho, mas infelizmente você nunca vai ver o mesmo filme que eu vi.

Que mais eu posso dizer?

Assista.

Simplesmente assista.

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