sexta-feira, abril 20, 2007

Últimas considerações...

Só pra concluir o post "Mas que coisa feia!":
Estava hoje de manhã navegando e achei essa matéria sobre mais polêmicas envolvendo personagens de quadrinhos. (Você pode ler a matéria aqui). Basicamente, alguns sites e blogs norte-americanos estão fazendo críticas a certas estátuas de super-heroínas que as apresentariam de maneira "sexy" demais. Dê uma olhadinha na Mulher-Gato e na Supergirl ali embaixo e diga o que você acha.
É curioso que os próprios sites de quadrinhos e blogs de fãs estejam tecendo essas críticas, condenando as poses sensuais e os decotes. Segundo uma das muitas críticas, esse tipo de exibição das heroínas "contribui para a idéia de que leitores de quadrinhos são sexualmente frustrados". Olha, concordo com as palavras de Greg Rucka: essas críticas acabam "revelando bem mais dos acusadores do que dos acusados".
Na verdade, fico pensando o que essas críticas realmente significam. Talvez as últimas reminiscências de uma moral rígida? Mera falta do que fazer? Polêmica como golpe publicitário? Enfim, se não houvesse procura por essas estátuas e materiais afins, com certeza elas não seriam produzidas. E, hoje em dia, se alguma coisa realmente te incomoda, dá pra desligar a tv e ir ler um livro, se é que você me entende. Temos muitas opções pra todo mundo...
Acho que ainda estamos vivendo dias de transições, transformações na maneira de ver e aceitar o mundo e os outros que vivem nele.
Espero que transformações positivas, respeitando ao outro e suas próprias visões.


3 comentários:

Karina disse...

Bem Liber, você pediu um comentário sobre as duas moças...
Eu diria que exageraram na lipoescultura da barriga da Supergirl, o que me faz pensar que ela seria uma "Superlady" querendo pagar uma de garotinha de quinze anos. Aliás, isso é comum de vermos aos shoppings por aí.
Já quanto à Mulher-gato, está bem ao estilo que o estadunidense gosta, o silicone está cirurgicamente colocado, perfeito!
Qual é o problema nisso? Reminiscências de uma moral rígida? Eu seria mais corrosiva, blogueiro amigo: reminiscências de uma falsa moral oriunda de pessoas que aprontam muito mais do que os ditos "liberais", que adorariam ter essa ou outra estatueta, mas a religião não permite, o pai não deixa, ou o recalque mesmo.
Para mim tudo me parece muito simples também, se você não aprova determinado produto, é só não consumi-lo.
As heroínas têm a obrigação de serem perfeitas. Os heróis também. Não vejo mal nenhum no fato de eles terem uma "vida" normal, ao contrário. Em uma sociedade em que as crianças têm acesso a todo e qualquer tipo de informação cada vez mais cedo, inclusive as que dizem respeito à sexualidade, é mais do que justo que os mitos sigam essa tendência a fim de que não se tornem antiquados. O que é melhor? Ter por mito uma heroína quer na Teoria Literária chamamos de "personagem redonda" - completa, com traços de personalidade bem definidos -, ou ter mitos fúteis e vazios? Creio que as personagens que se aproximam da realidade são muito mais interessantes. Quanto ao restante da questão, cabe a pai e mãe ensinar às crianças o devido valor, inclusive do sexo, e não às revistas em quadrinhos.

Julio disse...

dae... naum vou dizer se acho certo ou errado, até pq naum tenho uma opinião formada... só quero discordar de uma coisa... quando vc fala sobre ter muitas opções... naum gostou do decote, desligue a tv e leia um livro.
Discordo um pouco, se por um acaso eu concordasse que fosse ruim essas heroínas gostosonas (por acaso), seria pensando no que meu filho iría ver, ler, absorver. Não se encaixa muito nesse caso, pois é só uma estátua das heroínas com menos roupa... mas em outros casos eu me pego pensando assim algumas vezes, "po, não queria que meu filho de 7, 8 anos estivesse vendo isso." Posso dar vários exemplos, mas não quero ser polemico... risos... falow...

Liberland disse...

às vezes a polêmica é uma coisa boa. Ka, Julio, obrigado pelas suas idéias e opiniões.
No fundo, acho que a grande questão é realmente o fato de se acreditar que são só crianças que consomem esse tipo de produto. Cabe realmente só aos pais a responsabilidade de selecionar ou não o que seus filhos vão ler ou assistir, mas para isso os pais têm que ter o interesse de acompanhar de perto seus filhos, e portanto têm que ser mais participativos. Muitos não são.
Enfim, valeu pessoal, grande abraço!