domingo, agosto 19, 2007

O trabalho consome o homem

Hellblazer nº61, janeiro de 1993, arte de Glenn Fabry

Outra coisa engraçada é essa tal de internet.

Nunca se teve acesso a tanta informação quanto hoje, eu acho. Podemos acessar fácil fácil aqueles filmes bacanas que antes a gente tinha que ficar gravando de videocassete pra videocassete em velocidade 16 pra poder caber mais coisas na fita, embora a qualidade ficasse uma merda. E também não tem mais aquela história de ficar esperando a postos no rádio os caras tocarem nossa música favorita pra gente gravar no k-7. (Putz, quando o locutor começava a falar no meio da música... que merda!)

Hoje é tudo fácil. Música, filmes, imagens, pessoas. Seja o que for, o Santo Google acha pra você. Mas o que eu não esperava é que isso tudo fosse realçar ainda mais a efemeridade das coisas. Um dia você acessa uma página com um texto legal e no outro ela não está mais lá. As coisas parecem ainda mais frágeis do que antes, mais incertas, mais irreais. Páginas somem. Blogs somem. Perfis somem.

A sensação é parecida quando eu ia no shopinzinho do lado de casa pra comer e a cada dia aparecia uma loja diferente com as portas fechadas. Um dia estava lá, no outro não estava mais. Não é só no mundo virtual, é na vida real. Ir visitar um velho amigo e descobrir que ele não mora mais lá. Uma sensação estranha, um tipo de frio, uma ausência...

Claro que depois abrem novas lojas e depois fazemos novos amigos. É como as reposições nas prateleiras dos supermercados. Jamais ficaremos desamparados! Um viva! Eeeee!!!

A vida é assim, e eu preciso me acostumar com essas ausências súbitas. Feito página de internet. Feito essas pessoas que entram e saem de nossas vidas.

Puf! Feito fumaça!

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