sábado, maio 31, 2008

Agora grite comigo: RAAAAAAAAAAARRH!!!!!






Junho é um mês complicado pra mim. Sei lá por quê, é quando me sinto mais pessimista.

Recebi esses vídeos ali em cima e alguns outros por e-mail. Escutá-los é divertido, assim como é divertido ver o Capitão Nascimento dar tapas na cara do oficial corrupto em Tropa de Elite. Mas a verdade é que, no fim, esses vídeos acabam sendo só mais uma catarse.

Quantos discursos indignados são feitos e esquecidos? Como eles vão mudar o mundo? Como nós vamos mudar o mundo?

Nos dias frios de junho, eu acho que realmente perco a fé. Nessas pessoas e em mim. E, como diz o Alexandre Garcia, fazemos um minuto de silêncio e depois o jogo continua.

Nos dias frios de junho, eu escuto as notícias e debates sobre sustentabilidade, sobre salvar o mundo e tal. Fico lendo sobre como as diferenças sociais estão cada vez maiores, sobre como o mundo está cada vez mais sujo e violento. Escuto sobre doenças, terremotos, assassinatos e poluição.

Nos últimos dias, as principais notícias, repetidas à exaustão, foram a morte de uma menina jogada pela janela (provavelmente pelo próprio pai), um velho que manteve a filha como escrava sexual no seu porão durante anos e um jogador de futebol que supostamente teve relações mal-sucedidas com travestis. Esses assuntos foram repetidos à exaustão.

E, pensando neles e em outros, às vezes eu acho que não seria tão mal uma praga ou um terremoto que desse uma boa chacoalhada nessas pessoas acomodadas. Não seria mal se o mundo, de repente, tivesse menos gente. E não faria muita diferença se eu estivesse na lista de desaparecidos.

Junho é um mês complicado. Penso nessas coisas e sei que são grandes besteiras. Talvez seja o frio, o stress, as mil coisas pra fazer, a rotina interminável. Quaisquer que sejam os motivos, eu sei que mais cedo ou mais tarde os pensamentos sombrios irão embora.

E que se dane se esses pensamentos são verdadeiros ou não. Não preciso da verdade, só preciso de uma folga. Fim de semana na praia, festa e risadas, cerveja com os amigos, namorada.

E depois a gente morre.

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