terça-feira, julho 08, 2008

Auto-retrato em preto e branco

Eu sou um homem de sorte.

Se eu tenho arrependimentos? Não. Nenhum. Eu tenho demônios íntimos e fantasmas pulsantes vagando pela aridez do meu inferno particular.

Um inferno que faz parte de uma geografia maior, mais complexa, de dimensões indefinidas e áreas inexploradas. Florestas densas cheias de plantas desconhecidas, uma delas talvez contendo a cura para o câncer e todos os males do mundo.

Cidades cintilantes, civilizações esquecidas e coisas assim.

E as madrugadas insones com suas melodias perdidas e solidão pesada.

E as risadas.

E a espera.

Espera.

Espera.

Esperança sem fim.

Ainda assim... ou talvez por tudo isso, sou um homem de sorte.


Muita sorte.

Um comentário:

marcos beccari disse...
Este comentário foi removido pelo autor.