quarta-feira, setembro 17, 2008

Namorando


Eu sabia que ia ser bom.

É como um daqueles namoros que só parecem possíveis quando se é jovem, maravilhosamente jovem e incólume.

Namoro de verdade, além dos beijinhos e das mãos dadas.

Namoro com a alma, daqueles em que podemos ouvir a Canção que há em todas as coisas... em que podemos dar voz à Canção que há em todas as coisas.

Namoro com a Vida.

Pegar carona, beber, quebrar vidraças, viajar, correr, dançar, beijar, cantar, cantar e cantar.

Namorar e enxergar a beleza dela mesmo nos dias mais tristes.

Mesmo nos dias mais negros.

Amá-la, mesmo nos dias mais negros.

Amá-la

E surpreender-se com ela.

Ora simples
Ora intensa
Gentil
Amorosa
Cruel
Única


Como algo tão triste pode ser tão belo?






Across the Universe é um filme maravilhosamente simples. Uma idéia em que, surpreendentemente, ninguém ainda tinha pensado: um musical com canções dos Beatles. Na década de 1960, entre hippies, guerra do Vietnã, passeatas, drogas, músicos e prédios nova-iorquinos, Lucy e Jude namoram. E aqui e ali ainda topamos com um Joe Cocker ou um Bono.

Música sensacional, personagens apaixonantes, imagens belas, perdas dolorosas.

Simplesmente maravilhoso.

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