quarta-feira, setembro 17, 2008

Nas profundezas

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Era domingo, um dia de sol lindo, lindo, lindo.
O azul do céu doía nos olhos.
Era um crime ficar em casa.

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Então decidimos sair pra explorar uma caverna.
Fiquei sozinho por um tempo, desliguei a lanterna e senti toda a escuridão que só é possível embaixo da terra.
A escuridão dos nossos mortos enterrados.
Eu vi com esses olhos que a terra há de comer.

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Entranhas de pedra.
Um outro mundo.
Um assombro.

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O mais assustador não é a escuridão ou as pedras que se fecham ao nosso redor, mas aquilo, seja lá o que for, que está lá embaixo conosco quando as lâmpadas se apagam.

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Quando saímos já era noite.

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Um comentário:

Ellwyn Ahrenfell disse...

Interessante... você fez de um momento poesia... gostei!