segunda-feira, janeiro 12, 2009

O que há de melhor em nós

O Orkut é o palco da maioria das cyberações criminais que correm nos tribunais brasileiros. Tráfico, pedofilia, injúria, calúnia, difamação, apologia ao crime e muito mais, tudo isso movido por pessoas que consideram-se anônimas dentro de uma rede social que tem por principal objetivo a aproximação de pessoas, o reencontro de amigos, a identificação de afinidades, tudo de bom que a web 2.0 jurou dar pra nós. Colaboração e comunidade.
(Edson Romão em Anônimos Famosos da Web, artigo publicado na Revista W nº102, janeiro de 2009)

Nos Estados Unidos, onde, em 2000, estimou-se que 3% da população mundial consumia 25% dos recursos disponíveis, tem crescido a ênfase não apenas no design de produtos e comunicações, mas também no design de “experiências”. Isso pode ser interpretado, em parte, como um indicativo de que a utilidade básica dos produtos é tida como certa, mas também sugere que a vida é tão sem sentido para pessoas incapazes de experimentar algo por si mesmas que elas têm de ser supridas com um fluxo constante de experiências artificiais, comercializadas e capitalizadas que acabam se impondo como realidade. O design nesse contexto tem o papel de bloquear tudo o que possa representar desgaste ou incômodo.
(Jonh Heskett, Design, Editora Ática, página 139)


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