terça-feira, abril 14, 2009

Engraçado...

Eu achava que só a podridão podia me agredir. A Podridão, sabe. Sarjeta, fundo do poço, miséria. Tipo crianças fazendo malabares desastrados nos semáforos debaixo de chuva à noite. Coisas assim. Já fazia tanto tempo que eu tinha até esquecido que a Beleza também sabe bater. E a gente se desacostuma dela, fica acomodado, molenga. E daí ela aparece assim, de repente. Como um soco no nariz PAM! e os olhos enchem de água e ela está ali, na nossa frente, sorrindo feliz, andando, pulsando vida. Chacoalhando com a gente, desmontando todas as nossas certezas. A dona Beleza. E daí ela se vai. Do nada pro nada. E fica só o perfume, o vestígio, a dor, a lágrima. E depois tudo isso também passa.

A Beleza está por aí.

Um brinde.

Um comentário:

Anônimo disse...

Misterioso...