sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Uma quarta-feira qualquer

Férias é um ótimo período pra exercitar o bom e quase esquecido hábito da vadiagem. Mas eu não falo dessa coisa de ficar enrolando no trabalho, jogando paciência ou tomando longos cafezinhos. Falo de vadiagem de verdade. Acordar de manhã cedo e fazer o que der na telha até o amanhecer do dia seguinte e depois fazer tudo de novo. Ou não.

Vadiar é a escolha livre, é a leveza absoluta. Ficar em casa o dia inteiro assistindo tv sem remorso, dar a volta pelas praias de Floripa a pé, cochilar na rede, dirigir o dia todo para o sul, sem pressa, parando, curtindo, mudando a direção à vontade.

Vadiar, minha gente! Em casa, nas ruas, parques, estradas, montanhas, praias!

Vadiar na Avenida Paulista.

E era uma quarta-feira, calor do diabo e eu lá, ê coisa boa. Paulista indo e vindo , todo mundo com cara de ocupado e eu sem horário pra cumprir. Estava na cidade pra pegar um voo em Guarulhos, mas naquela tarde não tinha absolutamente nenhum compromisso. De varde total.

Tava por ali e dei um pulinho no Masp. Lá embaixo, naquele vão, curtindo uma brisinha gostosa, conheci o trabalho do Abelardo da Hora. Escultor, gravador, artista.

Mulheres em metal, granito, pedra. Uma beleza gráfica, sinuosa, sensual, estilosa, viva. Coisa linda de ver.












Vadiar é uma arte, gente. É saber parar pra ver, ouvir e sentir a nossa própria vida, o nosso momento. Sem pressa, sem horário.

Se isso não for felicidade, tá quase lá.

2 comentários:

Anônimo disse...

Buenas,

Esqueceu de dizer que tem gente que vadia no aeroporto em SJP...

Heheheh...

Pô, vc não responde e-mail ?

Falei com o Stulzer.

T+
---
LVR

liber disse...

Alou!

Respondo sim!

Eventualmente...

abs!