sexta-feira, junho 11, 2010

Itiban



Eu cresci antes do google existir.

Hoje é uma maravilha. Você fica sabendo das coisas instantaneamente e não há praticamente nenhuma imagem, texto ou filme fora do alcance da Grande Rede.

Mas eu cresci antes dessas coisas existirem. Minha primeira janela pro mundo "lá de fora" foi a Itiban. É uma loja de quadrinhos aqui de Curitiba e foi a primeira a receber regularmente lançamentos de quadrinhos diretamente lá dos EUA. Eles não recebiam só os super-heróis marvel e dc, mas também livros ilustrados, álbuns europeus, aquele tal de RPG e um monte de coisas que eu nem imaginava existir.

Mas a Itiban acabou sendo mais que uma loja, sabe. Ela era (e é) o boteco nerd. O lugar pra onde todos os caras que curtem quadrinhos acabam indo. Nosso bar, nosso ponto de convergência. Tipo um armazém antigo, só que cheio de milhares de páginas impressas de todas as maneiras.

A gente acabava lá não só procurando gibi, mas pra bater papo e escutar as histórias do Xicão, Mitie, Akira, Eric, Daniel... e toda a galera que passa por lá. Ouvi diálogos memoráveis dentro daquela loja.

E comprei lá a maioria dos meus quadrinhos favoritos. Como diria o Zé Aguiar, "coisas de que sou feito".

Acontece que o pessoal do projeto Olho Vivo fez um documentário sobre a loja, que completou duas décadas ano passado. E alguns dos seus frequentadores estarão lá falando sobre as tais histórias, sobre o que a tal comic shop representa em suas vidinhas. Entre eles, este que vos escreve.

O documentário Entre Quadrinhos será exibido essa terça-feira, dia 15 de junho, às 20 horas na Cinemateca de Curitiba. Se puder, apareça lá. Vai ser divertido. E vai ser minha van premier no cinema. :-P

Foi engraçado dar a entrevista. O pessoal quis fazer lá no departamento da universidade. Daí montaram a câmera, som e tal e eu tinha que "falar naturalmente". Filmaram na sala dos professores e vez ou outra passava um colega que estranhava e escondia o riso.

Particularmente, adorei. É muito, muito legal ser filmado.E confesso que fiz o papel de bonachão sem esforço nenhum. ;-)

Sério, aparece lá.

Mais sobre a Itiban aqui.

***

Um adendo: esse documentário tem duração de 25 minutos. Só pra você não ter a expectativa de assistir um longa-metragem. Valeu, Stultzer, pelo toque. ;-)

4 comentários:

Mitie disse...

Liber,vc é um viado.quase me fez churar.mas sei que toda essa babação é pq vc tem medo de apanhar de mim.Apenas sustentamos seu vício...Mas obrigada,amei o cartaz e a homenagem...que seja lançada ao mar!
Mitie♥

Buhler disse...

ahh etiban, :D saudades de la :D

eu sempre ia comprar meus dados de rpg ou cartas do pokemon card uauhhuHUa =p

um dia volta la pra pegar um pouco de nostalgia da minha infancia

Leleca disse...

Eu tinha um namorado com uma cômoda CHEIA de gibis importados dos infernos da Itiban. E ele ia lá, comprava os quadrinhos e botava na cômoda. Nem abria. Nem folheava. E pagava uma grana. E dizia "é a minha coleção, um dia eu vou ler tudo".

Aham, senta lá, Cláudia.

É por isso que a Itiban, pra mim, ficou gravada como a loja das pessoas que não fazem sentido. E é isso. Hahahahaha!

liber disse...

Pessoas que não fazem sentido estão entre os melhores tipos de pessoas, não acha?

;-)