terça-feira, agosto 03, 2010

Almas, estacas & elefantes


Tirei a historinha do elefante do filme Almas à Venda (Cold Souls), onde Paul Giamatti interpreta Paul Giamatti. É um lance meio Quero Ser John Malcovitch. Giamatti está angustiado, cheio de inseguranças e dúvidas, sofrendo bastante pra tentar interpretar um personagem numa peça de Tchecov. Daí ele vê um lance bacana no jornal: extração de almas.

Se você se sente mal, angustiado, triste e inseguro, o problema pode ser sua alma. Nós a extraímos e guardamos pra você passar um tempo se sentindo mais leve. Aliás, se quiser, você pode experimentar alguma de nossas almas em estoque. Essa semana temos uma promoção especial de almas de poetas russos.



Adoro o Paul Giamatti. Curto de monte os filmes dele, principalmente Sideways e American Splendor (no Brasil, Anti-Herói Americano). Em Almas à Venda ele faz uma caricatura de si mesmo, pegando todas as características desses dois filmes: a insegurança, o nervosismo, a falta de traquejo social, os surtos. Isso dentro de um filme com a surrealidade de um Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, embalado com boas piadas, dá um resultado muito bacana. Sem deixar de lado, é claro, as reflexões que cada um vai tirar dessa história maluca. Como a história do elefante...



Poxa, não dá pra não gostar de um filme onde o Paul Giamatti surtado pergunta "O QUE MINHA ALMA ESTÁ FAZENDO EM SÃO PETERSBURGO?!!!".

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Já o desenho do elefante saiu do meu sketchbook. Fazia tempo que eu não tinha um sketchbook. Esse é grandão. Não cabe no scanner. Daí tem que fazer malabarismo pra capturar as imagens...
:-P

8 comentários:

Anônimo disse...

Gostei do pino minúsculo contrastando com o elefante enorme!

E agora conta a história do sketch ao lado :-)

Abraços!
Rodrigo Stulzer
transpirando.com

Leleca disse...

Adorei o elefante. Aliás, me liguei que elefante tem aquele desenho básico que toda criança aprende a fazer. Aí você vem com isso. Bah.

Dica cinematográfica anotada. ;D

liber disse...

Hey, Stulzer!

Obrigado! Cara, era bem isso que eu queria que alguém percebesse: o pino. Hahhaha! Valeu!

E quanto à moça ao lado, ainda vou fazer um post só com imagens desse gênero... Aguarde.

:-)

Obrigado pela visita e comentário!

liber disse...

Leleca

Dão elefantes pras crianças desenhar? Sério? Eu gostei bastante de desenhar esse bicho. Tive a ideia pra ilustra e daí fiquei procurando fotos de elefantes e rascunhando um bocado. O que eu gosto do elefante é a irrealidade do tamanho dele. Negócio absurdo. E a pele. Nossa, a pele tem um desenho e uma riqueza de texturas alucinantes. É o tal paquiderme...

Ah, o elefante vive até 75 anos e daí morre porque seus dentes caem e ele não pode mais se alimentar. (Não achei onde colocar essa interessante informação no post, então escrevo aqui).

Muito obrigado pela visita e comentário!

Bjs e tudo de bom.

Bárbara disse...

Contar uma história a partir do contexto de um filme foi uma maneira muito atraente de indicá-lo.

E uma das coisas que mais me chamou atenção no seu post foi o texto ao lado do Elefante...

falar de prisão, estar aprisionado...muito bom!

Beijos,

liber disse...

Oi, Bárbara

Essa historinha do elefante é contada no filme, não vou dizer quando pra não estragar surpresas. Mas eu curti bastante. Essa questão de prisões e limites imaginários ou não me fascina.
heheh

Muito obrigado pela sua visita e pelo comentário.

;-)

Bárbara disse...

Oi! Verei o filme hoje! =)

José Aguiar disse...

Do mal, ô seu paquiderme!