quarta-feira, setembro 29, 2010

Los gatos

Ouvi dizer que hoje é o Catursday, dia dedicado aos gatos e os bípedes que gostam deles. Como sou um deles (bípede, não gato), aqui vai minha contribuição...





Ao lado da Biblioteca Nacional, em Buenos Aires, está La Plaza del Lector. Lá, além das pessoas lendo, você encontra gatos. Muitos gatos. Todos gordinhos e preguiçosos.

Um veio pra mim ronronando manhoso. Daí que eu percebi que ele tinha um olho vazado. Tirei a máquina, mas Don Bichano virou as costas e foi embora sem me deixar bater foto (lógico, o que você espera de um gato?).

Comecei a olhar com mais cuidado e percebi que quase todos os gatos tinham arranhões ou algum machucado. Mas também eram bem gordinhos. Depois vi o pessoal da biblioteca distribuindo ração na calçada. Eles mantém os bichos alimentados, mas soltos. Daí, como bons gatos que são, às vezes eles se pegam. Por isso os machucados.

Achei bacana tudo isso. Porque tem algo quanto à natureza dos gatos (e também dos cães) que parece desrespeitado quando eles são protegidos demais, tratados como pequenas crianças humanas. Acredito em amar e cuidar de um companheiro felino, mas também acredito em respeitar sua dignidade. E isso significa deixá-lo brigar, correr e fornicar por aí. O que, aqui no Brasil, implica em arriscar ter seu gatinho morto por um vizinho lazarento. Mas, enfim...

Não consegui bater a foto, daí fiz um desenho do bichano caolho. Taí, direto do meu caderno listrado...


8 comentários:

Anika disse...

Ah, Líber! Eu não solto a Pipa e o Balu! haha, mas deixo eles brigarem e correrem e subirem em [quase] todos lugares que eles quiserem =] gostei muito da sua ilustração, quem sabe na próxima vida eu nascerei com este dom! bjokaas e viva os gatos e os bípedes que gostam deles!

liber disse...

Oi Anika!
A minha família sempre teve muitos gatos. A gente adora. Mas os vizinhos não curtiam muito não... No fim, acabamos tendo que deixar os bichanos em claustro preventivo... Mas eu acho muito chato. Gato foi feito pra ser livre... tipo aquela musiquinha "nós gatos já nascemos pobres, porém, já nascemos livres..." ahahahah.

Obrigado pela visita
Bjs!

marília disse...

Esse desenho me lembra o meu gato Tistou, eu gostava dele bem mais do que de muita gente. O legal dos gatos é que eles não dependem de você pra nada, portanto, se eles vêm até você é por pura vontade - se é que se pode chamar assim esse jeito estranho que eles têm de fazer com que você dependa deles, de certa forma.

Leleca disse...

Putz, o cemitério da Evita(quem vê pensa que é dela, hahahaha) é abarrotado de gatos. Eu nem fui ver o túmulo, fiquei lá vendo as estátuas dos falecidos e brincando com os gatos, hahahaha.

Ó, vou falar a verdade: a Liz é gato de apartamento, com tela na janela e tudo mais. Mas você tenta tratar o bicho como um gato comum, né? Até que você leva o bichano no veterinário e ele diz "sua gatinha tem tártaro e um princípio de gengivite, precisa fazer uma limpeza". Foram QUATRO anos disso. Semana passada ela foi ao dentista e, pra ajudar, fez um tratamento de canal (mil vezes putz!). E não faça pra ver se o veterinário não vai te xingar de relapso na próxima vacinação...

Mas o desenho tá ótimo. Aliás, não tem nada a ver, mas eu adorava a tartaruga só em nanquim. :D

liber disse...

Leleca, gatinha bem cuidada é outra coisa.
Parece coisa besta, mas eu curto gatos e gatas com cicatrizes de batalha. Orelhas rasgadas e essas coisas. Mas também cuidava bem dos meus bichanos, ida no veterinário e tudo mais. Depois que os vizinhos começaram o extermínio acabamos colocando tela nas janelas. Fiquei triste por isso, mas os bichanos estão bem, gordinhos e tal.
Quero voltar pra curtir Buenos Aires. Mal pude ver a cidade. Quanto tempo você ficou lá?

Ah, quanto à tartaruga, acho que concordo com você. Desenhos só a nanquim tem seu charme. Mas eu sou que nem criança, vejo uma coisa em preto e branco e tenho que ir lá colorir. ;-)

Vamos nos falando.

bjs

liber disse...

Oi, Marilia.

Gatos dependem da gente sim. Gatos são muito parecidos com seres humanos. Às vezes parecem que não se importam nem precisam da gente, mas por baixo daquela frieza e independência tem um afeto e um carinho. E eles são mais frágeis do que se poderia imaginar. Acho que é por isso que eu curto os bichinhos.

Valeu a visita!
Bjs!

liber disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anika disse...

E falando em gato caolho, você vai curtir Mary e Max! ;]