terça-feira, dezembro 21, 2010

Em 2010 eu quis matar...

É um jogo. As regras são essas aqui. A ideia é do MaxReinert.

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Nunca quis matar ninguém. Não gosto da ideia de matar. Não é uma coisa digna. Nem mesmo de brincadeira, nem mesmo metaforicamente falando. Nem em fantasia.

Mas já fiquei com muito ódio de algumas pessoas. Ódio mesmo, sabe. Do tipo que atrapalha o dia a dia.

Ódio é uma coisa ruim demais pra gente carregar. Tem que dar um jeito de se livrar dele, sabe. Mas é tipo lixo tóxico. Você não pode sair por aí soltando a porcaria no meio ambiente. Tem que se livrar dele, sem deixar ele causar estragos.

Eu faço assim. Nos casos de ódio extremo, às vezes eu fantasio que sou o Mr. Blonde de Cães de Aluguel. Sabe aquela cena? Da tortura do policial?

Então, quando fico muito puto com alguém (quero dizer MUITO puto MESMO), sempre relembro dessa cena e imagino o desafeto sentadinho na cadeira. E incremento a brincadeira mais ainda: uso martelos, pregos, grampeadores, alicates. Minha fantasia termina do mesmo jeito que no filme: me imagino levando os balaços no peito, pouco antes de queimar o filho (ou a filha) da puta.

E imagino a cena de novo e de novo. Eu sempre morrendo no final. E, de certa forma, eu me sinto melhor. Tem uma hora que a coisa se esgota, que a loucura passa. Daí, tudo fica bem.

Esse é o meu jeito de lidar com o Ódio.





2 comentários:

Isa disse...

Boa, Liber!

Concordo que matar não é legal, pode até dar vontade, diante da raiva, mas, realmente, não traz dignidade.

Preciso aprender a não guardar mais rancor. Vou começar usando essa sua tática ;)

Beijos!

Sil disse...

._.'
eu acho que preferiria ler um post tipo lista do que a descrição da sua tortura-pré-morte.

Mas ainda assim eu condivido* e acho a ideia muito legal. awuehauehaw

*eu acho que essa palavra só existe no meu mundo e ela significa que eu concordo. aweuhaweh