terça-feira, março 30, 2010
Volta às aulas!
domingo, março 28, 2010
A Fúria da Noite nunca erra







domingo, março 21, 2010
I see a darkness
Começou lá na casa do Tex. O cara colocou um som, a gente tava jogando conversa fora e de repente eu me dei conta da música. Sabe quando de repente você percebe que tava tocando música e pára tudo? “Cara que som é esse? O que é isso?”
Johnny Cash.
Começou assim. O álbum era Johnny Cash – American IV: The Man Comes Around. A primeira faixa é justamente essa The Man Comes Around e ela abre com uma voz velha e surrada citando o Apocalipse. A sonoridade das cordas, a voz de Cash, a letra. Caralho.
Daí falamos do tal filme Johnny & June, que lá fora se chama Walk the Line. E no dia seguinte passei na Itiban e comprei a graphic novel Johnny Cash: uma biografia, de Reinhard Keist. No sábado peguei o filme na locadora. Peguei quatro álbuns do Johnny e cai de cabeça.
Estrelado por Joaquin Phoenix e a lindinha Reese Witherspoon, Johnny & June é uma daquelas histórias sobre “uma grande paixão”. O filme se propõe a mostrar a vida de Cash, mas o foco gira em torno da história do casal. Aparece ele criança ouvindo ela (também criança) cantando no rádio (que lindo...). O filme mostra um pouco da loucura da vida de Cash: as anfetaminas, a perda do irmão, a carreira, o histórico show na prisão de Foslom.
Aliás, o show dessa prisão deve ter sido uma coisa realmente espetacular. Foi a primeira vez que um cantor fez uma coisa do gênero e isso aconteceu porque muitos dos fãs de Cash eram presidiários. Pediram a ele por esse show e ele os atendeu. “Cash é o nosso guru. Ele sabe como é o inferno. Eu te digo, Johnny Cash sabe como é estar preso”. Essa frase é de Glen Sherley, prisioneiro em Foslom, e ela aparece na biografia feita por Kleist.
Tive a chance de conhecer pessoalmente o alemão Reinhard Kleist no FIQ, lá em Belo Horizonte, ano passado. O cara tem um talento extraordinário. E a história em quadrinhos que ele fez sobre Cash é sensacional. O desenho é maravilhoso, as interpretações gráficas das canções ficaram muito boas. Essa HQ é cativante. Por coincidência, ela foi lançada praticamente junto com o filme, mas saiba que Kleist a desenvolveu de maneira independente. Na graphic novel Johnny Cash: uma biografia o enfoque principal não é a “grande paixão” com June Carter, mas sim o lado “cru” da vida do cantor. Tanto assim que o título original é Cash: I see a darkness.
I see a darkness.
Vai tomar no cu.
Acho muito divertido comparar o filme e o quadrinho. O irmão mais velho de Cash não aparece no filme mas está lá na HQ, dando conselhos pro irmão. No filme, o pai é um monstro insensível que odeia o filho, no quadrinho é um pai como outro qualquer. Bem, caso não tenha ficado claro, gostei do filme, mas sem dúvida, recomendo de todo o coração: LEIA O LIVRO DO KLEIST!!!
Ah, sim eu tinha ouvido falar do tal Johnny Cash, mas ainda não conhecia a história e a obra do homem. Acho que foi legal descobrir ele agora. Acho bacana ouvir as canções, saber das histórias por trás. “Cash é o mais rock’n’roll de todos os cantores country”, eu li em algum lugar. E é verdade. O cara é visceral, é foda. Sabor de sangue e uísque. Vale a pena.
Se eu tivesse que escolher uma estrada para o Inferno, escolheria a de Johnny Cash.
Ah, eu estava na dúvida entre acrescentar ou não essa música, mas... bom. Um cover da Bridge over Troubled Water do Simon e Garfunkel com Johnny e June. Música pra madrugada. Só você, o som e a escuridão.
Amo muito tudo isso.
sábado, março 20, 2010
domingo, março 14, 2010
sexta-feira, março 12, 2010
E o Glauco?

Uma madrugada, era 12 de março, uns caras invadiram pra assaltar a casa do Glauco. Acabaram dando 4 tiros no velho. O filho dele também levou umas balas. Os dois morreram.


quinta-feira, março 11, 2010
Eu tenho muito tempo livre
- Animadin (It's Alive!)
- Ilustrablog (I can drawn!)
- Ilustra2blog (Ceci n'est pas une pipe)
quarta-feira, março 10, 2010
Pensamentos...
domingo, março 07, 2010
8 de Março
8 de março é o Dia Internacional da Mulher.
8 de março também é a data de aniversário da minha avó. Se ela estivesse viva estaria completando... não sei. Tenho que perguntar pra mãe. Engraçado como essas coisas vão escapando da gente. Datas, rostos, pessoas.
Eu me lembro do aniversário da vó porque era junto do tal dia internacional da mulher. Mais ou menos sei que minha avó veio de algum país do leste europeu, quando era bem pequena. Sei que ela mudou o nome de Wasily para Basílio quando chegou ao Brasil. Ouvi que ela era muito cuidadosa em esconder o passado por medo da Igreja e de um país em que comunistas não eram vistos com bons olhos. Um medo infundado, talvez. Ou não. Mas é tudo muito obscuro. O que sei com certeza é que minha avó veio lá de longe, cresceu numa fazenda no interior de Santa Catarina, tornou-se cabeleireira e costureira, deu aulas e conheceu meu avô.
Esse 8 de março é aniversário dela e eu sinto saudade.
8 de março passou a ser o Dia Internacional da Mulher a partir de 1975, por causa da ONU. A ideia original era “lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo”. Wikipedia.
Lembrar...
E daí, nesse dia internacional da mulher, tem powerpoints lindos, textos “maravilhosos” sobre o “feminino”, matérias nos telejornais, propagandas na TV, flores e cartões. Mil homenagens para a mulher. A maioria caindo nos estereótipos e clichês que supostamente deveriam estar superados.
E afinal, quem é essa Mulher? A dona que pega o busão às cinco da matina pra ir limpar privada e fazer feijão pra moça descolada que é designer naquele escritório bacana? Ou vice-versa? A funcionária pública? A mãe do Juninho que desistiu de ser escritora porque não dava tempo de fazer tudo? A poetisa? A arquiteta? A empresária? Preciosa?
Eu sei lá quem ela é. Nunca consegui entendê-la. Já acordei ao lado dela, já sonhei com ela, já fui chutado por ela, já a odiei, já a amparei. Já encontrei tudo que podia sentir de bom nos braços dela e já me decepcionei com ela tanto quanto comigo mesmo.
Mas gosto dela, tenho medo dela, sinto falta dela.
Não consigo entendê-la e quem sou eu para homenageá-la? E nem sei se homenagem é algo adequado diante disso tudo. Temos milhares de canções e poemas de todas as vozes e cores e ainda assim não se dá conta do recado...
Enfim, 8 de março. Lembre-se das desigualdades, lembre-se das conquistas.
Lembre-se das mentiras do mundo em que vivemos.
E, no fim, se conseguir, pense um pouco nela.
Seja lá quem ela for.
quinta-feira, março 04, 2010
De você eu nunca esqueci
E assim o é.
Queria ter ficado contigo.
Mais um dia.
Mais uma vida.
Putaquepariu, queria ter escrito esse poema!

