segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Gourmet

Comer e beber, meus amigos. Comer e beber.

Tive uma sucessão de noites gastronômicas. Cozinhas completamente diferentes, experiências muito bacanas. Da vida só se leva o que se come, você sabe. Não teve planejamento, as coisas foram simplesmente acontecendo e é bem melhor quando é assim.

Começou na quarta-feira quando os camaradas me convidaram pra beber cerveja e jogar conversa fora. Ninguém tinha jantado ainda, então começamos a noite num restaurante. Era o Mangiatto Bene, que fica ali coladinho na Ópera de Arame. Restaurante bem familiar, tranquilo, sem fervo. O pessoal tava a fim da Paleta de Carneiro ao Forno. Era um prato simples: a tal paleta acompanhada de macarrão. Mas que sabor! Que delícia! Prato grande, de ogro. Simplesmente sensacional.

Na quinta me convidaram pra um jantar no Brooklyn Café. Era um jantar "Festa dos Sentidos", com exibição do filme Maria Antonieta da Sofia Coppola e uma sequência de seis pratos inspirados pelo filme. Coisa fina e sofisticada. Eu nunca tinha comido desse jeito. A ideia não era se empanturrar, mas saborear. Então os pratos eram pequenos, coisa do tamanho de uma bolacha, e extremamente saborosos. Mais o vinho, o filme e a conversa com os amigos e o resultado foi mais um evento cultural do que um jantar.

A experiência com o formato do jantar do Brooklyn Café foi uma coisa bem diferente pra mim e me preparou pro Poco Tapas. Esse é um restaurante lá de Joinville e era lá que eu estava na sexta-feira. "Tapa" é o nome que se dá a uma porção pequena de aperitivo na Espanha. No caso, o Poco Tapas oferece porções pequenas de diversos pratos. Mas não são pratos quaisquer. São coisas fantásticas, mirabolantes, como a Pipoca Bafo de Dragão, uma pipoca gigante caramelizada em nitrogênio líquido. E deliciosa. Toda a apresentação do lugar é fantástica. A fachada do estabelecimento é discreta, quase passa despercebida. A iluminação interna é bem suave e intimista e há apenas 12 mesas no restaurante. O próprio chef (e proprietário do restaurante) vem servir os pratos e explica um por um, do que é feito, quais os ingredientes. É um monte de informação acompanhando uma verdadeira performance com chamas, pedras incandescentes, vapores aromáticos e outras surpresas. E o sabor é fantástico. O atendimento é excelente, o cardápio é constantemente renovado e tudo isso faz do Poco Tapas o lugar mais sensacional em que já comi até hoje.

Sábado foi dia de comida alemã. Tentei, mas não lembro o nome do lugar. Era no Parque Opa Bier, em Joinville. E o nome do prato era, se não me engano, Hackepeter. Carne moída crua, gemas de ovo e temperos diversos. Tudo misturado na nossa frente. Ponha isso no pão, branco, de centeio ou broa e coma. Água na boca só de lembrar.

Domingo foi churrasco em família e duas pessoas à mesa eram donas de restaurante. Dá-lhe escutar histórias sensacionais sobre comida, bastidores de cozinha e experimentos culinários. A minha favorita é a aventura pelas cozinhas secretas de Nova York: se você conhecer as pessoas certas, pode encontrar pequenos restaurantes praticamente escondidos nas entranhas da cidade, onde se pode provar pratos representantes do melhor da cozinha exótica de diversos lugares do mundo.

Em algum momento falamos, sei lá por que, sobre o Caminho de Santiago de Compostela. Aquela coisa de "uma caminhada espiritual". Particularmente, sou mais a fim de uma caminhada gastronômica.

Coma, beba e se encontre.

3 comentários:

Lidia disse...

Liber, mas que texto mais bacana! puxa vida! faz o favor de qdo eu for praí fazer essa caminhada gastronômica aí! tb gosto! =D
beijos pra vc

liber disse...

Oi, Lídia!

Obrigado pelo comentário! Então, quando você vier pra cá a gente faz o circuito gastronômico e ainda damos uma esticadinha até Joinville pra curtir o Poco Tapas que vale a pena!

Até!
Bjs!

Jhenri dos Santos disse...

Olá,
Sou ilustrador e através do trabalho da pesquisadora e escritora Sonia, conheci quadrinhos na Africa, Filipinas, Eslováquia , dos mangás japoneses aos coreanos e as historietas argentinas, mas realmente não li nenhum artigo sobre qudrinhos na Russia, e vc foi feliz em ter este material em mãos.Tenho estudado russo, quem sabe não consigo ilustrar uma tira em russo algum dia?rsrs.Parabéns pelo artigo e torcemos para que no futuro a Russia possa desenvolver bem esta tecnica aponto de exportar seus talentos, como em outros países.