quarta-feira, março 09, 2011

Mais do mesmo, só que diferente

Doutor House é que nem Ramones: é tudo igual e ainda assim é legal pra caramba.

Todo episódio de House repete a mesma estrutura: paciente com doença misteriosa e a equipe lutando pra descobrir o que ele tem antes que seja tarde demais. No meio disso, House e sua trupe ainda precisam resolver pendengas pessoais, cada um metendo o bedelho na vida do outro, dando palpite e tirando sarro. E, de repente, em uma discussão trivial qualquer, House tem uma epifania, aparece com o diagnóstico preciso da doença e salva mais uma vida! (Na maioria das vezes, pelo menos...)

Lógico que além dessa fórmula, temos a personalidade fortíssima do protagonista, um elenco de apoio muito bacana e diálogos sensacionais. Tudo isso faz de House a minha, a sua, a nossa série favorita.

Mas existe outra coisa bacana: as surpresas. E não estou falando de reviravoltas inesperadas na vida dos personagens. Eu falo das surpresas de roteiro, do modo de contar a história. Às vezes os roteiristas pegam a fórmula básica doença-misteriosa/drama-pessoal e extrapolam completamente a narrativa. De maneira espetacular.

Foi o que aconteceu com o 13º episódio da sétima temporada: Two Stories (Duas Histórias).

Como sempre, temos um prólogo. Aqui vemos crianças brincando no pátio da escola, um menino recebe um recado e vai encontrar sua amiguinha, antes do fim do recreio. Eles vão trocar o primeiro beijo, mas então uma professora surge e os leva de castigo. Nesse ponto, quem conhece a série fica imaginando quem vai ter a doença misteriosa. Ficamos esperando que alguém caia em convulsões ou comece a sangrar ou coisa assim. Mas ao invés disso, chegando ao banco do castigo, as crianças encontram lá, sentado, o simpático doutor.

(Whatafuck?)

A partir daí, o episódio conta a história de sempre, com o intrigante caso de um jovem que tossiu fora um pedaço do próprio pulmão (doença misteriosa) e House tentando apaziguar a ira de Cuddy (drama pessoal). Mas a montagem é um espetáculo. Ao invés de apresentar a história de uma maneira ordenada, o episódio se constrói a partir do que House vai contando para as crianças no banco do castigo. As situações vão se apresentando de maneira desordenada, muitas vezes absurda. House vai contando histórias dentro de histórias, usando diversas referências a filmes, como Pulp Fiction:

E mesmo com todos esses vais e vens, vamos aos poucos entendendo como ele foi parar ali, que diabo de doença o garoto tinha e por que Cuddy estava tão irritada com o doutor.

Existem outros episódios de House que brincam com o jeito de contar histórias. Lááá na primeira temporada, ele é obrigado a dar uma aula para os estudantes de medicina e acaba contando sobre três casos médicos. Novamente, a edição e a montagem são muito bacanas. Curiosamente, esse episódio chama-se Three Stories ( Três Histórias) e é o 21º.

Quem nunca assistiu a série pode começar por esses dois episódios. Diversão garantida.

2 comentários:

Carol Capellani disse...

nossa, add seu blog no reader faz umtempão, não melebro nde vi algo falando dele e acabei adicionando mas não dando muita trela. Aí depois de muito tempo entro aqui e vejo as tirinhas do Bukowski... achei simplesmente genial a idéia! e o desenho tbm ficou bem bacana.
Quero tanto entrar nesse mundo dos quadrinhos...
virei fã do seu blog e agora olho todos os dias, e pra minha surpresa, vc atualiza todos os dias! pelo menos tem sido assim no carnaval.
beijos

liber disse...

Oi, Carol!

Obrigado pela visita e comentários. Não costumo postar todos os dias, mas pretendo realizar pelo menos uns três posts por semana daqui até o fim do ano...
Quanto aos quadrinhos, estou bolando mais umas historinhas e logo, logo posto aqui também.
Pra entrar no mundo dos quadrinhos é fácil: começar a escrever e desenhar e tamos aí. :-)
Vamos trocando figurinhas.

Abraços!