sábado, março 26, 2011

Sucker Punch: Um Hospício Muito Louco


Vi Sucker Punch - Mundo Surreal!

E gostei!

Então, se você não sabe se vai ver ou não, aqui vai uma breve resenha sobre o que você deve esperar: é uma mistura alucinada de Moulin Rouge, Sailor Moon, Um Estranho no Ninho, Band of Brothers, Dragon Ball, A Origem, Cisne Negro, Metal Hurlant, Desventuras em série, Calvin e Haroldo e mais um monte de outras coisas que não estão me ocorrendo agora.

Sério, o filme é esquizofrênico. Um milhão de referências por segundo.

E a história? Menina é internada pelo padrasto malvado e em cinco dias será lobotomizada. Fazendo amizade com suas outras coleguinhas de sanatório, ela bola um plano de fuga. Será que elas conseguem?

O lance é que nossa menininha protagonista é interpretada pela Emily Browning, que fez a órfãzinha Baudelaire no Desventuras em série. Praticamente é o mesmo papel: menina órfã em sérias encrencas. Mas aqui, nossa garotinha chama-se Babydoll e tem uma imaginação prodigiosa. Compete de igual pra igual com o garotinho Calvin.

Babydoll imagina, sonha, dá novo sentido pra realidade. Ou simplesmente surta e enlouquece. E a gente vai junto. E de repente temos delírios dentro de delírios dentro de delírios. Nada tão esquematizado quanto em A Origem, mas ainda assim uma sucessão de sonhos e fantasias contidos dentro de sonhos e fantasias que é bem interessante.

A menina Babydoll dança e dança muito bem. Nunca vemos ela dançar, mas vemos como ela viaja na música. E ela viaja, meu irmão. Vive mil aventuras ao lado de suas amigas, todas com apelidos engraçadinhos como o dela: Sweet Pea, Rocket, Blondie e Amber.

E as músicas são todas releituras e colagens de sons como "Sweet Dreams" do Eurythmics, "Where's my mind" do Pixies, "White Rabbit" de Jefferson Airplane e por aí vai. Daí temos as cenas de ações alucinantes sempre seguindo um fundo musical, uma releitura de música, praticamente um número musical como vimos em Moulin Rouge. Pra quem quiser conferir as musiquinhas, veja aqui.

A sequência inicial do filme é FOR-MI-DÁ-VEL. A histórinha da órfã é contada num videoclipe muito muito bacanudo.

E daí vem o problema do filme (na minha humilde e insignificante opinião): depois do primeiro delírio de Babydoll, as fantasias começam a ficar repetitivas. A mesma paleta de cores, a mesma estrutura narrativa. O "visionário" diretor Zack Snyder não varia a mão. A já mencionada sequência inicial é muito mais criativa do que a sucessão de "missões" da turminha de Babydoll. Mas esse é o único problema que vejo.

As meninas são todas lindas, maravilhosas e boas de pegar (principalmente a Sweet Pea). Desculpe, mas é isso. Os homens que aparecem no filme são todos meio nojentões, velhos, feiosos, pegajosos. O vilão usa um bigodinho que casa totalmente com o tipo de cafajeste que ele é.

No fim, podemos definir Sucker Punch como uma sequência alucinante de imagens e música mostrando pitelzinhas adolescentes vestidas de colegial empunhando espadas ninja e lutando contra dragões flamejantes alados, zumbis steampunk, orcs, samurais demônios gigantes e andróides cromados.

Mais zepellins.

Se você é nerd, corra pro cinema. Diversão garantida.

Vai lá.

;-

Um comentário:

Anônimo disse...

IMHO, o filme é demais non sense!
:-(

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LVR