quarta-feira, abril 13, 2011

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Ele: Where's my mind?

Ela: Já olhou dentro da geladeira, atrás do queijo branco?

Ele: ...

(Um dia depois)

Ele: Já achei. Estava do outro lado do espelho do banheiro, num reflexo da luz de um por-do-sol imaginário. Quando atravessei pra pegá-la, tinha um velho sentado no bar, num canto que não dava pra ver do lado de cá.(Do lado de lá tem um bar no meu banheiro!) O velhinho sorria confiante e moldava pessoinhas com chamas em sua mão. "Não sei o que ele bebeu", eu disse, "mas quero o mesmo". Brindamos, eu, o velho e um pinguim que também estava ali. O resto foi um pouco confuso. Uma viagem de ônibus biarticulado que era tão comprido que ao entrar nele você já estava em seu destino, só tinha que caminhar pra sair pela porta certa. Sei que acabei num funeral irlandês, e funerais irlandeses sempre terminam em uma festa bacana. Cheguei em casa numa hora indefinida da madrugada, passei pro lado de cá do espelho e quando acordei hoje de manhã tudo parecia do jeito que sempre foi. Ar frio de pouco antes do sol nascer na varanda e o eco do finzinho da canção dos Pixies soando entre os prédios: "uuuu-uh".

Ela: Olha... gosto muito do lado de lá do seu espelho.


Um comentário:

Carol Capellani disse...

nossa, to com a musica do mahna mahna na cabeça até hoje...aff..