domingo, junho 19, 2011

Tá difícil?

Dor de cabeça, mal-estar, enjoo e lá fora um domingo lindo de sol e céu de brigadeiro.

À minha frente o notebook, uma pilha de textos, ideias muito bacanas sobre cultura material, os álbuns do Quintanilha e um artigo pra escrever. A entrega é amanhã.

Tudo seria perfeito se tivesse mais tempo pra escrever, se não tivesse dor de cabeça.

Mas se tivesse mais tempo pra escrever e não tivesse dor de cabeça, eu não estaria aqui na frente do notebook tentando parir o artigo. Estaria lá fora, vendo cores no céu, grama, prédios, ruas, pessoas.

Se não doer, se não tiver pressão, se não for difícil, a gente não faz nada.

Passa um dia muito bonito, mas não produz nada.

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Ah, fiz uma resenha pro Universo HQ do novo álbum do Quintanilha, Almas Públicas. Se você ler, depois me conta o que achou.

E um bom domingo pra você.

4 comentários:

Gel disse...

Não concordo (pela primeira vez, eu acho!).
Sem pressão a gnt "vive", saca?! E vivendo a gnt tem ideias. Baseado nas ideias a gnt produz... ;*

Sdd!

Sil disse...

Ahh... tao real, tao real...

liber disse...

Gel

Uma coisa que sempre me incomodou é a sensação de que o mercado de trabalho, o dia a dia de trabalho, nos exaure, tira o que há de melhor em nós, deixa a gente que nem "bagaço de limão que foi espremido até a última gota". Nesse aspecto, concordo com você de que a pressão não é uma coisa legal, de que sem ela a gente vive muito melhor.

Por outro lado, eu acredito que obras significantes, as mais significantes, surgiram da insatisfação, do desassossego, da tristeza, da inconformidade diante de algo. Desse antagonismo e desconforto, nascem coisas bacanas.

E, de fato, pressão e prazos curtos, junto com uma boa dose de disciplina, podem dar muito mais resultado do que a boa e velha auto-indulgência.

Talvez o que faça a diferença não seja a pressão, mas sim a natureza da pressão...

Enfim...

Obrigado pela presença aqui! Adoro vc!
Bjs!


Sil

"A vida é dura".
Hahahha!

Obrigado pelo comentário! Bj!

Leleca disse...

Eu juro que dessa vez não vou citar o Calvin, hahahahaha!

Uma das coisas que eu noto é que eu escrevia muito mais quando as idéias na minha cabeça eram bem atordoadas. E conforme as coisas entraram nos eixos, essa minha necessidade louca de escrever foi acalmando. Se os grandes gênios também foram grandes sofredores, a pergunta é: vale a pena?

Nunca consegui responder.