domingo, agosto 14, 2011

Quando eu cresci



Quando a gente cresce de verdade?

É quando os amigos imaginários param de conversar com a gente e vão embora? Ou é quando os amigos reais param de conversar com a gente e vão embora?

Eu acho que a gente se torna adulto mesmo quando percebe e aceita que o mundo não é exatamente do jeito que a gente imagina. Ou quando a gente se descobre e aceita que não somos exatamente do jeito que imaginávamos.

Mas sei lá. Isso é coisa de cada um.

Apareceu esse álbum em quadrinhos bacanudo chamado Quando eu cresci, escrito por Pierre Paquet e com arte de Tony Sandoval.

Publicado pela editora Ática, ele tem uma arte muito bonita e um formatão que dá ares de livro infantil. Até o texto é pueril, representando os pensamentos e perspectivas do protagonista Pepe, que tem 11 anos.

Tanto é que, quando fui comprá-lo, o álbum estava bem escondidinho na seção das crianças da livraria.

O que pode ser um problema.

Porque, veja, Quando eu cresci é uma história tão infantil quanto Alice no País das Maravilhas e O Pequeno Príncipe. Semelhante a essas duas obras, acompanhamos os passeios de uma criança, por um mundo fantástico e seus encontros e conversas com diversos personagens. Há um tom de inocência, mas ao mesmo tempo há algo sombrio, muito sombrio, espreitando Pepe.

De fato, Quando eu cresci é como Alice e o Pequeno Príncipe, mas com banhos de sangue. Literalmente.

E, afinal, o que é ser um adulto?

É abrir mão de fantasias e imaginação? Ou é aprender a lidar com o inexorável?

Você se torna adulto quando você se torna pai ou mãe?

Ou quando você percebe que está sozinho?

Se quiser saber mais sobre Quando eu cresci, tem bons textos aqui e aqui.

Mas a minha dica é: encontre o álbum e olhe as primeiras páginas, SÓ as primeiras. Se curtir, compre. E cuidado com os spoilers.

O final da história é impactante e vale a pena descobri-lo somente na leitura do álbum.

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