sábado, outubro 15, 2011

Repercussões, consequências e feliz dia do professor!

Eu li um artigo da revista Veja, não concordei com ele, escrevi um post.

Por alguma razão, o artigo atingiu um nível de audiência e repercussão como nunca vi na história do meu bloguinho. Entenda, isso aqui é um blog pessoal, eu posto aqui opiniões, desenhos, histórias. Tenho um acesso de, em média, 30 pessoas por dia.

No dia do tal post, tive 1023 visitas. Uau. Fiquei atordoado.

E tive atenção de pessoas que imagino que sejam importantes: um pesquisador e o jornalista da revista que preencheram comentários que excedem (e muito) o meu post original. Os comentários procuravam debater e responder os pontos que apontei no meu post. Respondi alguns comentários. Teve um debate ou algo assim que se estendeu para o blog do Paulo Ramos.

Qual a conclusão desse debate?

A minha conclusão é que as coisas continuam como antes no quartel de Abrantes. Eu continuo pensando que o artigo é equivocado e os visitantes continuam achando que... bom, leia os comentários e tenha suas própria interpretações.

Mas o que eu achei interessante foram amigos que me disseram que eu não devia ter escrito o post. Que eu deveria ter ignorado a "idiotice da Veja" ao invés de atrair atenção pra ela. Disseram que eu fiz propaganda e "enfatizei a relevância da revista Veja".

Daí eu fico pensando: como assim?

Eu tinha que ficar quieto? Não escrever minha opinião? (E aquele post é isso: uma opinião).

E por que os dois convidados se incomodaram tanto com o texto do post? Eles atingiram muito mais pessoas do que eu com meu post, divulgaram suas ideias pra muito mais gente. Qual o ponto de vir promover um "debate" aqui, de se desgastar tanto escrevendo comentários de 40 mil caracteres? Novamente, leiam os comentários dos visitantes e tirem suas conclusões.

Não concordo com o artigo. Achei ele bem equivocado e eu acho, e essa é minha opinião, que ele é sim um bocadinho elitista e pedante. Desculpe, por favor, é só a minha opinião.

Também é minha opinião que o Enem não "contribui para construir um país iletrado". Não sei dizer se o Enem é uma coisa boa e não estou a fim de defendê-lo. Mas acredito que talvez não seja a prova de admissão pra Universidade o problema, e sim a educação que precede a Universidade.

Se a educação que precede a Universidade é vista como um "treino" pra essa prova de admissão (Enem, Vestibular, ou seja o que for) e as disciplinas e conteúdos desse ensino fundamental precisam se justificar pelas proporções que ocupam nessa prova... poxa, então tem muito mais coisa errada aí. O problema não é só o Enem.

Educação é um problema muito sério e complexo. Não tenho a fundamentação, o tempo disponível e a intenção de debater assunto dessa importância aqui. Mas aproveito a chance pra desejar um feliz dia do professor a todos os envolvidos com essas delicadas e penosas questões da educação.

Minha consideração maior aqui é que se um meio de comunicação qualquer pode expressar sua "opinião", nós podemos nos manifestar a respeito disso legitimamente. Podemos e devemos questionar as informações que nos são passadas. E acho que podemos partilhar dessas opiniões com nossos pares e debatê-las.

Opiniões são movidas por valores, posicionamentos ideológicos, interesses políticos e econômicos, formação cultural. Não é a razão ou a argumentação que vai mudar esses valores e posições. Daí entra aceitar e respeitar as diferenças e apelar pra política e democracia para decidir as questões mais cruciais.

O debate, muitas vezes, resulta só em desgaste.

Minha opinião você já conhece.

Leia a dos outros, colete informações e forme a sua.

5 comentários:

frizon disse...

Eu fiz os comentários que fiz porque discordei da tua opinião e tentei te fazer entender o ponto de vista de quem fez a pesquisa. O Jerônimo fez os comentários que fez porque tentou te fazer entender o ponto de vista de quem fez a matéria. E eu fiz isso aqui no teu blog porque senti, ao longo de todo debate, que não estava discutindo com um ignorante (ao contrário do tal do Judão, que confunde quadrinhos com literatura, por exemplo). Sim, é desgastante debater, mas se tu acha que nenhuma das colocações que fizemos foi pertinente, se tu acha que devíamos ter ignorado tuas colocações, então realmente sinto que perdi meu tempo.

PS: cheguei ao teu blog porque uma pessoa que sigo no twitter escreveu dizendo que o teu texto era o melhor que ele tinha lido sobre o artigo do Jerônimo, isso antes do Paulo escrever o post dele. (Pra deixar claro: não sei se essa pessoa leu e se gostou do artigo do Paulo. Só fiz a referência ao Paulo por uma questão de cronologia, não pra desmerecer teu texto).

Leleca disse...

"Posso não concordar com a sua opinião, mas vou defender até a morte o seu direito de expressá-la." Voltaire só não contava que ia chegar uma hora em que a gente ia cansar de tanta expressão, hehehe.

Posts geniais, Liber. :)

liber disse...

Frizon,

Suas ideias ficam registradas nos comentários para que quem tiver interesse possa ler e formar sua própria opinião.

Obrigado pelos comentários e pelas gentilezas dirigidas ao meu texto e minha pessoa.

A impressão que tive ao longo dessa semana foi que você tentou com todas as forças me fazer acreditar que aquele artigo não deprecia as histórias em quadrinhos.

Apresentou e reapresentou uma série de argumentos que mais pareciam servir pra me fazer mudar de opinião do que expressar a sua opinião.

Você não me convenceu.

Nós temos opiniões diferentes.

Aceite isso e me deixe em paz.

Abraço.

liber disse...

Leleca

Confesso que não tenho muita convicção quanto à parte do "defender até a morte"...

Hehehe!

Muito obrigado pelos comentários!

Bjs e td de bom!

frizon disse...

Que grosso você foi agora, Liber. Lamento ter perdido meu tempo com uma pessoa como você. Eu achava que estava discutindo com uma pessoa inteligente, como deixei registrado no comentário anterior. Mas tudo bem, vou te deixar em paz, porque não consigo debater com uma pessoa grosseira. Fique com suas opiniões e seja feliz.