sexta-feira, novembro 25, 2011

Rápido demais

O FiQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte) rola de dois em dois anos. O último aconteceu agora em novembro, entre os dias 9 e 13.

Eu estive lá e faz tempo que quero sentar pra escrever alguma coisa a respeito, mas nunca dava tempo e o assunto meio que foi escapando, passando.

Isso sem contar a quantidade de posts, podcasts e matérias em sites especializados que já comentaram o evento.

O tempo vai passando e parece que as notícias, os acontecimentos já nascem velhos, desgastados, ultrapassados nessa internet. Parece que sempre temos que estar atualizados, mas no exato momento em que publicamos alguma coisa ou mandamos um twit o assunto já é coisa velha, já é passado e temos que imediatamente buscar um novo assunto, um novo tema.

E daí o lance de ter um blog vira algo "elástico e interminável". Meio parecido com trabalho.

Essa é uma sensação desagradável que tenho e não se estende só ao que vou escrever sobre o FiQ, mas a tudo que compartilho na internet. Como se eu ou qualquer um tivesse a obrigação de estar sempre atualizado, sempre na frente. Não ser "semana passada".

Isso é muito chato e não é assim que as coisas deveriam funcionar, eu acho. Mas isso é uma impressão pessoal minha.

Acredito que estou muito preso à impressões e está faltando reflexão. Muita velocidade e muito movimento, muita coleta e nenhuma preocupação em pensar, selecionar, manter, aproveitar. Ou mesmo produzir.

Ou mesmo ficar na varanda, anotando as ideias e desenhando num caderno de papel mesmo, palpável, real, que vai ser visto só por mim ou por um punhado de pessoas que posso olhar nos olhos diretamente.


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