"Família não é uma palavra... é uma sentença."
A frase estava na capa do VHS de Os Excêntricos Tenenbaums.
2004. Um sábado chuvoso, frio e emocionalmente árido. Uma daquelas tardes que a solidão chega junto e dá abraço forte, longo e sufocante. Foi a primeira vez que assisti um filme do Wes Anderson.
A cena de abertura, contando a história dos sucessivos fracassos, desastres e traições que afundaram todos os promissores talentos da família ao som de Hey Jude, é uma das minhas favoritas.
Para mim, o que mais chama a atenção dos filmes de Anderson é como ele trabalha com sutileza a questão dos afetos destroçados. O que fazer quando a pessoa que você gosta não gosta de você? O que fazer quando essa pessoa é a sua mãe? O seu pai? Quando o amor da sua vida decide ir embora? Quando o amor de sua vida acaba?
Fim de semana passado assistimos O Fantástico Senhor Raposo. Na verdade, eu reassisti, pela quinta ou sexta vez. Adoro esse filme. E daí nos perguntamos: "qual o melhor filme do Anderson?"
Na verdade, decidir o melhor é meio complicado. Todos os filmes são ótimos. A galera costuma apontar Viagem a Darjeeling como o melhor. E nessa conversa, inventei de procurar os filme e assisti-los e reassisti-los para formar uma opinião.
Mas acho que a minha tendência vai ser para Os Excêntricos Tenenbaums.
E você? Qual o seu filme de Wes Anderson favorito?
Um comentário:
Eu vi Os Excêntricos Tenenbaums há tanto tempo que eu nem sei mais. Esses dias (o que quer dizer há alguns meses) eu assisti a Viagem a Darjeeling e acho que gosto mais deste. Ou não, já que eu não lembro do outro. Mas se eu esqueci, deve ser porque não foi tão memorável, certo?
Então, esse é o comentário mais perdido dos últimos tempos.
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