terça-feira, novembro 19, 2013

The Day After


Todo carnaval tem seu fim...

Mas, antes disso, quanto riso, oh quanta alegria...

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O FIQ foi meio assim um turbilhão de coisas ainda não completamente apreendidas.

Lancei minha primeira publicação e acompanhei outras pessoas que estavam fazendo exatamente a mesma coisa. Ouvi histórias, presenciei cenas... muitas coisas foram extraordinariamente felizes, algumas coisas foram tristes de um jeito dolorosamente solitário e outras tantas simplesmente incompreensíveis. Todas aquelas vozes, todas aquelas pessoas e suas histórias. Que turbilhão.

Como carnaval mesmo, como aquela longa festa de danças e canções e figurinos e todo o trabalho de um ano desfilando diante de todos. O que vão dizer? Seremos ouvidos? Ouviremos alguém? Ah, vamos festar, menina, nos perder na multidão do grande salão da serraria.

Achei que ia sentir algo como um final de ciclo, como terminar alguma coisa e finalmente deixar as meninas Cecília e Letícia correrem por aí, mas foi engraçado, porque não sinto que acabou. Sinto como se fossem voltas e voltas. Não uma jornada linear, mas um grande círculo, tão grande que quando passo novamente no mesmo ponto ele está muito diferente, mas ainda é o mesmo ponto. Ciclo sem fim, Simba. Tudo isso um dia será seu.

Nosso.

Não estamos sozinhos.

Somos silenciosos.

Não deixamos vestígios.

Somos engraçados.

A gente vai deixando o raciocínio ir em frente e ele vai virando imaginação e vamos nos perdendo olhando pro infinito, mas e não é aí que as ideias se encontram? No fim, penso que não criamos ideias novas, mais combinamos e recombinamos diversas ideias. Tudo muito diferente, mas ainda é a mesma ideia/ponto.

O tipo de conversa maluca que tivemos tantas vezes na madrugada, depois das sonzeiras, das salas cheias de fumaça e barulho, sentados no meio-fio, o ar fresco na noite em nossas caras. E de repente alguém começa a cantar.

Uma madrugada sentados no meio-fio e muito tempo depois ela se repete, mas agora sentado sozinho na prancheta, lembrando e sorrindo e tentando reproduzir aquela sensação mexendo o nanquim na brancura do papel.

E de repente estamos na grande festa no salão da serraria.

E de repente não estamos mais.

Mas estamos juntos.



Um comentário:

Imyra Isipon disse...

Que massa seu texto!
Parabéns novamente pela publicação! Ainda preciso adquiri-lá!
Queria muito ter ido ao FIQ, mas teve a prova da Unesp e bom, a vida é feita de escolhas! Mas quem sabe num próximo?

Abraço