sábado, janeiro 03, 2015

2015

Despretensiosamente, muito despretensiosamente mesmo, vou tentar retomar as publicações no meu blog.

Repare, isso é quase um pedido de desculpas.

Porque não vou escrever isso aqui pra te agradar, nem pra te incomodar. Vou escrever pra deixar, pra mim mesmo, um rastro de pão nesse ano de 2015. Pra eu tentar não me perder, como aconteceu em 2014. Então, isso aqui vai servir mais pra mim do que pra você. Isso aqui não é será feito pensando em te entreter ou te enriquecer culturalmente ou qualquer coisa assim, embora isso possa acontecer eventualmente, desculpe mais uma vez.

É pra eu não me perder. É pra eu ter uma noção de que ainda existo. Tipo uma selfie que a gente bate quando viaja sozinho e põe no face e tem as curtidas e a gente se sente menos largado no mundo. Se bem que a gente nunca viaja viaja sozinho e largados no mundo estamos todos e todas nós, pessoas.

Ah, então. É um rastro de pão, estamos entrando no bosque 2015 e queremos experimentar as trilhas, ver paisagens bonitas, conversar com pessoas legais e chegar relativamente ilesos do outro lado. Temos dois passeios bem bacanas pra fazer, do tipo que toda a família vai se divertir, incluindo seu tio solteiro, sedentário, excêntrico e quarentão.

A primeira opção de passeio é chamada "O Quadrinista Amador". Acompanharemos a trilha da criação de uma história em quadrinhos, nada muito sério nem pretensioso. Apenas tinta no papel, que scaneado vai virar pixels na internet. O homem planeja e Deus ri, ainda assim, o quadrinista amador, que sou eu, pretende concluir e publicar nas uéb uma história em quadrinhos. Será que vai ser boa? Não. Não é essa a pergunta. A pergunta é "será que sai?".

("Será que sai?" é uma ótima pergunta. Gostaria de parecer confiante e seguro, mas, entenda, confiança e segurança não cobrem terremotos, atentados à bomba, ataques Dalek, crises de depressão e prazos pra cumprir o doutorado. O que nos leva ao segundo passeio.)

"Um doutorado sobre quadrinhos" ou "quero minha Tardis" é outro passeio bacana, cheio de voltas e trilhas que acabam se interseccionando com "o quadrinista amador". No momento, estamos aguardando a resposta da querida orientadora sobre a primeira versão da tese, que já não atingiu o nível de páginas solicitado. Nada inesperado. Enquanto a resposta não vem, o serelepe pré-Doutor escreve o roteiro de sua história em quadrinhos e toma coragem para começar a ler e fichar a montanha de livros.

Vale contar com a possível viagem e estadia por longo prazo em um país estrangeiro ainda não definido, afinal, pode rolar um intercâmbio chamado, sabe-se lá por que, de "doutorado sanduíche". Estou tão empolgado com essa possibilidade que não consigo descrever.

(Mentira, não estou. Estou em pânico pensando pra onde vou e como vou fazer pra pagar o aluguel. Será que vou ter que entregar meu apartamento? Onde vou deixar as coisas? E como faço pra ir no FIQ? Vai ter dinheiro pra passagens, aluguel, impressão de quadrinhos, comida e ansiolíticos?)

Oras, vai ser divertido, não? Sei que mal posso esperar.

Allonz-y!



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