quinta-feira, janeiro 15, 2015

Devagar e sempre

Hoje eu comecei a refazer a primeira página da história em quadrinhos.

Na real, eu já tinha começado uns quatro dias atrás. Fiz a perspectiva de um prédio e eu não fiquei satisfeito com o resultado.  Eu tinha feito a primeira arte-final à mão livre com o pincel e não curti. Ficou irregular demais.

Quando comecei a fazer histórias em quadrinhos, uma das coisas que tive que contornar foi a minha relação com o desenho. Eu me considero um desenhista bem limitado. Outra questão é que, ao contrário dos meus amigos desenhistas de verdade, eu me preocupo mais com o resultado final do que com o processo. Essa é uma maneira equivocada de abordar o desenho, porque se você se preocupa demais em atingir certo resultado, você poda a espontaneidade, fica um desenho duro e a frustração sempre vem. E, a pior parte, a diversão e o prazer de desenhar somem.

Na época que fiz a Cecília eu fiz um acordo comigo mesmo que não ia pegar no meu pé quanto a detalhes. Ia tentar ser mais espontâneo e aceitar minhas limitações. Bem ou mal, o gibi saiu.

Agora tou aqui refazendo essa perspectiva, com esquadro, ponto de fuga, régua. Porque dessa vez vou fazer o contrário. Dessa vez, pelo menos nesse painel, vou dar uma de obsessivo e me preocupar em fazer linhas e estruturas que provavelmente vão sumir na arte-final.

Eu falei que o prazer e a diversão somem quando a gente fica mais obcecado com o controle de detahes, mas na real o que acontece é que certas coisas tomam mais tempo. O prazer e a diversão ganham uma nova dimensão, dentro desse tempo maior.

Sei que estou ficando mais feliz com os resultados.

Vamos ver onde isso vai parar.

Só pra registrar, a arte rejeitada.



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