domingo, janeiro 18, 2015

I don't want to go

Assisti An adventure in space and time, um filme que conta o início da série Doctor Who, lá em 1963.

Além de dramatizar os bastidores, os esforços da produtora Verity Lambert em emplacar a série apesar das adversidades, os problemas de produção e tal, o filme me encantou principalmente pela história do ator William Hartnell, o primeiro Doctor.

Sentindo o peso do stress das gravações da série e os primeiros sintomas de arteriosclerose, a solução encontrada para remover Hartnell e prosseguir com a série foi a ideia de "regeneração", um truque bem engenhoso para manter a série renovando-se pra sempre. Sai um ator, um "Doctor", e surge um novo, como nova interpretação, novo rumo, mas ainda o mesmo personagem.

Achei comovente a dor de Hartnell ao ser substituído. Ao ver Verity Lambert sair do show pra seguir com outros projetos e consolidar sua carreira. As pessoas mudam, vão embora. Em uma determinada parte do filme, alguém repara que o personagem de Hartnell tem dificuldade de dizer adeus.

Eu tenho uma dificuldade danada em dizer adeus.

Tive que dizer um adeus ano passado e hoje morro de medo de reencontrar a pessoa, de olhar nos olhos dela e ver que eu morri. Eu queria poder fazer diferente. Queria fazer melhor. Mas não consigo.

A vida continua e eu odeio despedidas e não consigo lidar com ausências.

É pior do que parece.



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