Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012
Tyler
Tela de aviso do DVD Clube da Luta.
(A tela aparece logo que se inicia a leitura do disco. Se você não presta atenção, ela passa por um daqueles avisos anti-pirataria normais...)
Domingo, Fevereiro 19, 2012
Hugh
Era uma vez um homem que foi a um psiquiatra por causa de seu enorme medo de voar.
A fobia dele era baseada na crença de que haveria uma bomba a bordo de todos os aviões nos quais ele embarcava.
O médico tentou acabar com essa fobia, mas não conseguiu, então mandou o paciente para um estatístico, que pegou sua calculadora e informou ao paciente que a chance de haver uma bomba no próximo voo que ele embarcasse era de uma em meio milhão.
O homem ainda não tinha ficado satisfeito e ficou ali imaginando que ele estaria bem naquele um avião da estatística. Então o estatístico fez outros cálculos e perguntou ao homem se ele ficaria feliz se a chance fosse de um para dez milhões. O homem disse que sim, com certeza.
Então o estatístico disse: "A chance de haver duas bombas, separadas e sem relação uma com a outra, a bordo do próximo avião que você pegar é exatamente de uma em dez milhões".
O homem pareceu confuso e disse: "Tá bom, tudo ótimo e perfeito, mas como isso me ajuda?"
O estatístico respondeu: "É simples. Leve uma bomba com você quando for embarcar".
Hugh Laurie
O Vendedor de Armas
(Laurie escreveu esse livro em 1996, bem antes do seriado e do personagem que o tornariam famoso. Mas o humor e as ótimas sacadas do texto fazem pensar que o autor é o próprio Doutor House.)
A fobia dele era baseada na crença de que haveria uma bomba a bordo de todos os aviões nos quais ele embarcava.
O médico tentou acabar com essa fobia, mas não conseguiu, então mandou o paciente para um estatístico, que pegou sua calculadora e informou ao paciente que a chance de haver uma bomba no próximo voo que ele embarcasse era de uma em meio milhão.
O homem ainda não tinha ficado satisfeito e ficou ali imaginando que ele estaria bem naquele um avião da estatística. Então o estatístico fez outros cálculos e perguntou ao homem se ele ficaria feliz se a chance fosse de um para dez milhões. O homem disse que sim, com certeza.
Então o estatístico disse: "A chance de haver duas bombas, separadas e sem relação uma com a outra, a bordo do próximo avião que você pegar é exatamente de uma em dez milhões".
O homem pareceu confuso e disse: "Tá bom, tudo ótimo e perfeito, mas como isso me ajuda?"
O estatístico respondeu: "É simples. Leve uma bomba com você quando for embarcar".
O Vendedor de Armas
(Laurie escreveu esse livro em 1996, bem antes do seriado e do personagem que o tornariam famoso. Mas o humor e as ótimas sacadas do texto fazem pensar que o autor é o próprio Doutor House.)
Sábado, Fevereiro 18, 2012
Carl
A vida é uma tentativa aleatória.
Ela é só um fenômeno monstruoso. Por causa de de seus números e sua exuberância.
É tão fugitiva, tão imperfeita, que a existência de seres e seu desenvolvimento parece um prodígio.
Isso já me impressionava quando eu era ainda um jovem estudante de medicina e julgava um milagre o fato de não ser destruído antes da minha hora.
Carl Gustav Jung
Memórias, Sonhos, Reflexões
Ela é só um fenômeno monstruoso. Por causa de de seus números e sua exuberância.
É tão fugitiva, tão imperfeita, que a existência de seres e seu desenvolvimento parece um prodígio.
Isso já me impressionava quando eu era ainda um jovem estudante de medicina e julgava um milagre o fato de não ser destruído antes da minha hora.
Carl Gustav Jung
Memórias, Sonhos, Reflexões
Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012
Jack
Sou o palhaço que tira o próprio rosto
sumo de repente, não deixo nenhum rastro
Sou o fantasma que balança seu cabelo
ninguém acredita mas todos tem medo
Sou a sombra que vive na lua
preciso de uma alma
que tal me dar a sua?
Do filme O Estranho Mundo de Jack (Nightmare Before Christmas) de Tim Burton
sumo de repente, não deixo nenhum rastro
Sou o fantasma que balança seu cabelo
ninguém acredita mas todos tem medo
Sou a sombra que vive na lua
preciso de uma alma
que tal me dar a sua?
Do filme O Estranho Mundo de Jack (Nightmare Before Christmas) de Tim Burton
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2012
Os filmes de Wes Anderson
"Família não é uma palavra... é uma sentença."
A frase estava na capa do VHS de Os Excêntricos Tenenbaums.
2004. Um sábado chuvoso, frio e emocionalmente árido. Uma daquelas tardes que a solidão chega junto e dá abraço forte, longo e sufocante. Foi a primeira vez que assisti um filme do Wes Anderson.
A cena de abertura, contando a história dos sucessivos fracassos, desastres e traições que afundaram todos os promissores talentos da família ao som de Hey Jude, é uma das minhas favoritas.
Para mim, o que mais chama a atenção dos filmes de Anderson é como ele trabalha com sutileza a questão dos afetos destroçados. O que fazer quando a pessoa que você gosta não gosta de você? O que fazer quando essa pessoa é a sua mãe? O seu pai? Quando o amor da sua vida decide ir embora? Quando o amor de sua vida acaba?
Fim de semana passado assistimos O Fantástico Senhor Raposo. Na verdade, eu reassisti, pela quinta ou sexta vez. Adoro esse filme. E daí nos perguntamos: "qual o melhor filme do Anderson?"
Na verdade, decidir o melhor é meio complicado. Todos os filmes são ótimos. A galera costuma apontar Viagem a Darjeeling como o melhor. E nessa conversa, inventei de procurar os filme e assisti-los e reassisti-los para formar uma opinião.
Mas acho que a minha tendência vai ser para Os Excêntricos Tenenbaums.
E você? Qual o seu filme de Wes Anderson favorito?
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012
Meu computador morreu
Meu computador morreu. ( Ou ele não quer acordar, dá no mesmo...)
Devo ter um computador novo até sábado, se o Bom Deus quiser (e tomara que ele queira, por favor, por favor...)
Por enquanto estou superando as crises de abstinência redescobrindo o Cartoon Network (Ben 10, O Maravilhoso Mundo de Gumball, Mutante Rex, Mansão Foster, eu amo vocês).
E respondendo e-mails e escrevendo posts relâmpago nos intervalos de almoço do trabalho...
Devo ter um computador novo até sábado, se o Bom Deus quiser (e tomara que ele queira, por favor, por favor...)
Por enquanto estou superando as crises de abstinência redescobrindo o Cartoon Network (Ben 10, O Maravilhoso Mundo de Gumball, Mutante Rex, Mansão Foster, eu amo vocês).
E respondendo e-mails e escrevendo posts relâmpago nos intervalos de almoço do trabalho...
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012
É pelo dinheiro sim
No meio da década de 1980 Alan Moore e Dave Gibbons produziram uma história em quadrinhos chamada Watchmen para a editora DC.
Talvez você tenha assistido o filme, talvez você tenha lido o quadrinho. De qualquer forma, o que interessa é que Watchmen entrou para a história como uma obra extremamente significativa.
Watchmen apresentava super-heróis vivendo num mundo real. Esses sujeitos não tinham super-poderes, eram pessoas comuns que punham fantasias e saiam pra bater e prender em bandidos. Essa ideia é desenvolvida por Moore ao extremo, mostrando desde o aspecto mais inocente e divertido até as consequências mais brutais e chocantes.
Cada um desses malucos mascarados tinha uma razão para por a fantasia. Moore cria personagens bem construídos e explora suas motivações e consequências com mestria.
No meio de todas essas pessoas "normais", surge o único "super-herói": o Dr. Manhattan. Vítima de um acidente em um laboratório de pesquisas atômicas, o doutor Jonathan Osterman é desintegrado. Dias depois, ressurge como uma criatura humanóide de cor azul, capas de manipular a natureza de toda a matéria à vontade. Outra característica extraordinária desse ser é a capacidade de conseguir enxergar com clareza e simultaneamente seu passado e futuro.
Chamado de Dr. Manhattan pela imprensa e governo, esse ser é um tanto frio e estranho e é difícil compreender o quanto de sua natureza ainda é humana.
Com a presença de Manhattan, a humanidade segue um outro rumo. Uma realidade que seria igual a nossa se diferencia e torna-se um mundo paralelo, onde os EUA venceram a Guerra do Vietnã, Nixon segue como presidente reeleito e os carros se movem com energia elétrica. Isso tudo se passando no meio dos anos 80.
A verdade é que Watchmen é um grande romance. Muito bem escrito e planejado, com múltiplos níveis de leitura, tramas e subtramas muito bem trabalhadas, personagens coerentes, expressivos e muito bem desenvolvidos.
Um trabalho excelente que ultrapassa os limites do gênero de super-heróis.
Watchmen, até hoje, era vendido como um livro que trazia todas as doze edições mensais originais. Por anos foi uma obra considerada praticamente "sagrada" por muitos leitores e fãs de quadrinhos. Uma referência, um cânone.
Agora a editora DC Comics está passando por diversas reformulações, procurando diversificar seus produtos e torná-los mais rentáveis. Daí decidiram lançar continuações para Watchmen e isso está causando uma boa polêmica no mundo dos quadrinhos. Aliás, não continuações, mas "prequels", isto é, histórias que aconteceram antes dos eventos mostrados na obra de 1986.
Para os efeitos legais, Watchmen é exatamente isso: um produto pertencente à DC que pode ser utilizado e comercializado como a empresa bem entender.
O autor Alan Moore teve uma série de desentendimentos com a editora a respeito do direito autoral da obra. Porque, embora todo o trabalho intelectual de criação dos personagens e histórias da obra original pertençam a ele e seu amigo Dave Gibbons, legalmente falando todo esse trabalho pertence à DC.
Moore manifestou-se contra a produção desse material extra. Segundo ele, toda a história já foi contada e não faz sentido produzir outras.
Muita gente concorda com Moore, inclusive eu. Watchmen é uma obra fechada, que conta em suas páginas tudo o que precisamos saber sobre seus personagens. Principalmente, trás em si uma série de questões e qualidades que a tornam única. De certa forma, produzir mais histórias, por melhores que sejam as equipes criativas envolvidas, deprecia o trabalho original.
Para a DC Comics, não fazer essas histórias é algo ilógico. Burro, na verdade. Afinal, Watchmen é um produto que vende bem. Há 25 anos tem reimpressões contínuas e boa procura no mercado. Lançar mais histórias é uma boa ideia do ponto de vista econômico. É uma obrigação por parte da empresa fazer dinheiro e mais dinheiro com seus produtos.
É a lógica do mercado.
Só que ninguém vai dizer "estamos fazendo isso por causa da grana". E entra a velha conversa de que "ainda existem boas histórias para serem contadas com esses personagens", "os fãs querem mais" e blábláblá.
A verdade é que Watchmen é só mais um produto mesmo. E não interessa se o material que vier vai ser bom ou ruim, o que interessa é que vai vender.
Um livro ou um filme bom, cheio de significados e valor estético é o "ideal romântico" que vira um discurso de venda para um produto em série. O mercado é movido à dinheiro. Obras que incitem reflexões ou inspirem as pessoas são apenas efeitos colaterais.
O problema maior, na minha opinião, é que as grandes empresas exploram esses seus produtos culturais à exaustão. Extraem deles tudo o que podem, em filmes, sequências, remakes. A obra, que era bacana, se gasta, perde seu brilho no meio de uma overdose de novas "histórias".
Talvez fosse legal que as editoras investissem em novos talentos, dessem espaço pra novas ideias.
Mas provavelmente essa é uma ideia boba demais para as cabeças pensantes do mercado.
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