
Sunday, November 29, 2009
Quase

Thursday, November 05, 2009
Feliz dia do Design
Ontem (hoje, agora a pouco) foi dia do design.
A data é comemorada aqui no Brasil junto com o aniversário do Aluisio Magalhães, peso pesado da história do design do país.
Passei o dia dando aula pra uma turma de futuros designers, assisti a palestras comemorativas organizadas pelo departamento do curso de design, almocei conversando com professores de design.
A gente pensa um bocado sobre o tal design.
Eu acho que o design é legal, é divertido, vale a pena ser feito.
Não gosto de pensar no design como um "diferencial" no mercado. Não gosto de pensar no design como um agente impulsionador de vendas.
Eu acredito em um design desinteressado, feito por gente que curte muito o que faz, que quer ganhar a vida honestamente e que realmente tem interesse em ajudar ou tornar a vida dos outros mais fácil, um pouquinho melhor ou mais divertida. Eu acredito em um design que não tem todas as respostas e nem está interessado em ter. Um design leve, simples e feliz.
Sim, eu sou um idiota idealista e às vezes quebro a cara e isso dói um bocado.
Mas na maior parte do tempo fico feliz pelas minhas escolhas.
Sunday, November 01, 2009
Happy Halloween
Estas animações são trabalhos dos chilenos Niles Atallah, Cristobal Leon e Joaquin Cociña.
Happy halloween pra você.
Ou, se preferir, Feliz Dia do Saci.
Saturday, October 24, 2009
Um estado de espírito, uma ideologia, uma religião...
- Você mora ou sonha morar em apartamento?
- Você acha que o Lula é culpado da maioria (senão de todas) das situações, constatações e eventos negativos relacionados ao Brasil?
- Você admira os Estados Unidos e acredita que são o modelo de país que o Brasil deveria almejar de ser?
- Você se acha sempre com a razão no trânsito?
- Você acredita que não existe racismo no Brasil?
- Pela falta de tempo do dia a dia, você lê somente os livros "best-sellers"?
- Você se acha uma pessoa privelegiada ("graças a Deus, mesmo com todas as dificuldades")?
- Mesmo tendo tv a cabo, você assiste o domingão do Faustão?
- Você lê as colunas sociais?
- Você sonega impostos?
Wednesday, October 21, 2009
Låt den Rätte Komma
Tuesday, October 06, 2009
Esta é uma história verdadeira

Aconteceu lá pelos idos de oitenta, comecinho de noventa.
Especialmente música.
Já tinha ouvido de tudo, mas tinha predileção acentuada pelo rock progressivo. Naqueles dias, Yes, Gênesis, Pink Floyd e congêneres representavam para ela o supra-sumo musical do século 20.
Adriane emprestou a fita de seu amigo e esqueceu de devolver. Ela ouviu a gravação durante dias, inúmeras vezes, cada vez mais fascinada. Mostrou a amigos que eram verdadeiros experts em músicas alternativas e obscuras (o tipo de gente estranha que você não acreditaria que existe). Nenhum deles jamais ouvira algo parecido e não faziam a menor idéia de quem poderia ter gravado as nove canções. Alguns afirmaram que o idioma cantado era familiar, mas não era inglês ou alemão ou qualquer outra língua que conhecessem.
Ela se tornou obcecada. Nomes, produtores, datas. Adriane precisava dessas informações e a única coisa que tinha era a fita. Foi até uma rádio especializada em rock e mostrou a gravação. Ninguém soube identificar, mas convidaram a moça para participar de um programa muito popular. Ela foi ao ar naquela noite e tocou algumas faixas da fita ao vivo. Depois perguntou se algum dos ouvintes saberia identificar a banda. Os poucos telefonemas deram respostas erradas e diversas. Tudo totalmente inútil.
Dias depois, após as aulas, ela esperava o ônibus de sempre no ponto de sempre. Em frente ao ponto, um sobrado de paredes cinzentas encobertas por hera. Vinda de uma janela, a música a surpreendeu e a fez estremecer. Uma das músicas da fita. Ela tocou a campainha uma, duas, três vezes. Ninguém atendeu. Então ela arrombou e entrou.
Ignorou a mobília, os livros, a desordem, enquanto subia os degraus ruidosos de madeira. Uma atmosfera antiga, de sonho. Logo encontrou o quarto. Posters, livros, revistas e um cadáver ainda quente sobre a cama. O corpo quase tirou a atenção de Adriane do toca-discos e a capa de papelão ao seu lado. Uma capa sem nenhuma impressão sequer, além dos desgastes de anos de manuseio.
Mas ali, girando e girando, estava o disco com as músicas da fita. No centro do disco havia um rótulo amarelado e muito puído. E no rótulo, algo escrito. Nervosa, ela ergueu a agulha e a música silenciou de repente. Um silêncio sólido que pulsava em suas têmporas. Tomou o disco, trêmula, e leu: