terça-feira, outubro 23, 2007

Como um romance

Acordei ofegante também, no meu próprio quarto sufocante, na noite opressiva de agosto. Lá fora, murmúrios de folhas, o baque surdo de fruta caindo do pé. Na minha mente, o lamento estático da eternidade.
(Raymond Joubert em Gemma Bovery)


Gemma Bovery é uma história que mistura duas linguagens: quadrinhos e literatura. Conta a história de um padeiro chamado Raymond Jubert, que vive numa cidadezinha na Normandia. Ou melhor, a história é contada por Jubert, que serve como nosso “narrador”. Na verdade, Gemma Bovery é a história de Hervé, Charlie, Patrick, o casal Rankin e, é claro, é principalmente a história de Gemma Bovery.

Jubert fica fascinado por essa inglesa que se muda com seu marido, Charlie, para a casa do lado. A princípio, o que chama sua atenção é a semelhança do nome de Gemma com o de Emma Bovary, a protagonista do célebre romance Madame Bovary. Atraído pelos encantos de sua nova vizinha, Jubert torna-se um vouyer e passa a acompanhar todos os passos dela, secretamente. Aos poucos, surgem várias outras semelhanças entre Gemma e Emma. Após uma série de coincidências, Jubert começa a acreditar que o destino de Gemma é guiado pelo romance escrito por Flaubert. Será que Gemma terminará como a trágica Madame Bovary? Será que Jubert pode fazer alguma coisa para impedir?

Tcha-nam....

Gemma Bovery foi escrita e desenhada pela artista inglesa Posy Simmonds. Originalmente foi publicada em série no jornal The Guardian e depois foi lançada como álbum, por isso ela tem esse formato “compridão”. É muito bacana a maneira como Simmonds conta a história utilizando quadrinhos e prosa literária. Enquanto que nas partes escritas temos um romance onde o narrador é o padeiro Jubert contando as desventuras de Gemma, nos quadrinhos temos acesso a diálogos, pensamentos e informações que vão mudando toda a nossa percepção da história.

Simmonds entende e escreve sobre a natureza das mulheres que é uma beleza. Faz lembrar a argentina Maitena ao retratar o perfil feminino, só que o formato da história longa permite construir uma intrincada rede de sutilezas e detalhes que acabam conferindo uma profundidade maravilhosa à Gemma.

Num momento Gemma curte uma fossa pelo pé na bunda que levou do namorado para, logo em seguida, arranjar um novo namorado, Charlie. Esse novo namorado é um pouco mais velho e divorciado, com filhos. Judi, a ex-esposa de Charlie usa as crianças para controlar a vida dele. Quando Gemma entra na jogada, passa a usar as crianças para atrapalhar a vida amorosa do novo casal. Enquanto Gemma reage às crianças, considerando-as um fardo, Judi arranja mil desculpas para que Charlie tenha que cuidar delas. Mas, quando em determinado momento da história, Gemma acaba conquistando a confiança das crianças e levando-as a parques e passeios, Judi reage acusando-a de mimar as crianças e tentar “comprá-las”.

A própria Gemma é extremamente volúvel e nunca parece estar satisfeita. (Mas existe alguma mulher que não seja assim?) Recém-casada com Charlie, sonha em deixar Londres e a ex-família de seu marido pra trás. Idealiza uma vida na França, vivendo em uma bucólica casa de campo. Quando consegue o que queria, leva um mês exato para sua felicidade transformar-se em tédio e frustração. Daí vem os amantes.

Amor, paixão, decepção, mágoa, sedução, auto-estima... Simmonds desfia tudo isso com uma naturalidade sensacional. Os seus desenhos caricatos criam uma intimidade e uma identificação bacana com o leitor.

Achei incrível como Simmonds consegue representar tantas fases e variedades de relacionamentos. Há a empolgação inicial, o sexo entusiasmado, o sonho de amor verdadeiro, as brigas, as decepções, as reconciliações improváveis. O mais fascinante são as atitudes imbecis que a gente toma quando está com a cabeça embotada de amor. Sabe, aquelas besteiras, aquelas idiotices que atentam contra qualquer amor-próprio, contra qualquer bom-senso?

Por exemplo, quando se está tão alegre e tão apaixonado que não se percebe que se está fazendo dívidas demais e que os negócios não vão bem. E, de repente, você acorda e descobre que está em maus lençóis. Já passou por isso? Ou quando você gosta da pessoa e deixa ela entrar em sua vida, e você está embalado na emoção, no sentimento e aos poucos as cores começam a desbotar, a graça se perde e você acorda ao lado de uma pessoa chata e sem graça. Ou quando, após uma série de incidentes e decepções você descobre que justamente aquela pessoa chata e sem graça era o apoio mais sincero e seguro que você tinha... e você acabou de mandá-la embora.

Outra coisa bacana de Gemma Bovery é a construção de todos os detalhes ao redor da personagem principal. Sua família, seus conflitos, seu trabalho, suas perspectivas, suas imperfeições. O corte de cabelo radical após o fim de uma relação. O trabalho e as contas do cartão de crédito. As tentativas de tentar construir um roteiro que dê sentido à própria vida. Essa Gemma parece real demais.

O engraçado é ler sobre todas essas coisas, ver os absurdos e tolices que essas pessoas cometem e, no meu caso, lembrar dos meus próprios absurdos e tolices. Das minhas próprias perdas e falhas. Identificar as mesmas situações não faz apenas pensar que talvez todo mundo tenha os mesmos problemas, mas também assusta porque tudo pode acontecer de novo.

E de novo.

Será que é isso que significa ser humano? Tentar encontrar sentido onde não existe nenhum, tentar construir um sentido onde não existe nenhum, tentar encontrar a resposta de uma pergunta que não conhecemos em algo mais, numa religião, num trabalho, em uma mulher?

Relacionar-me com outras pessoas de verdade invariavelmente me leva a olhar para os defeitos dela e inevitavelmente a encarar os meus próprios.

Defeitos, mesquinharias, tolices.

E no fim tudo se resolve numa piada banal, pra ser contada numa noite de bebedeira e depois esquecida para sempre.

Essa é a vida adulta.

Legal, né?


sexta-feira, outubro 19, 2007

Fui ver a Faca na Caveira!

(Relendo esse texto, acabei encontrando trechos que hoje, quase uma semana depois, não concordo. Ha! Discordo do que eu mesmo escrevi! Tiro no pé! Escrevi na empolgação de assistir um bom filme, um filme de ação sensacional, um dos melhores do ano.
Trata-se da questão de
Tropa de Elite representar ou não a tal "realidade". Escrevi coisas que relendo, eu mesmo não concordo. O filme na verdade representa um bom material para se pensar nossa sociedade sim, em diversos aspectos. Propõe uma série de questionamentos interessantes e dá muitas idéias.
Ainda assim, é um filme de ação, uma ficção. Como fazemos então? Curtimos, oras! E discutimos depois em cima. Pensamos e repensamos idéias e posições, tentando evitar simplificações e soluções definitivas...
É o que dá pra fazer...)



Vai lá, Nascimentoooooo!!!!

Tropa de Elite, osso duro de roer, pega um, pega geral e também vai pegar você!

Uhu!

Um dos filmes mais divertidos do ano! Coloco ele ao lado dos 300 de Esparta. Se bem que, comparado com o Capitão Nascimento, o rei Leônidas é um fanfarrão!

E essa é a parte engraçada. Já conhecia as frases e o estilo fodástico do Capitão Nascimento antes de ver o filme. Cheguei na bilheteria e não pedi pra ver “Tropa de Elite”, pedi pra ver “O Filme do Capitão Nascimento”. E como dá coisas pra pensar desse filme.

Primeiro é diversão pura. Realmente, perto de Tropa de Elite, os 300 são um bando de moças. A comparação com 300 pode parecer, digamos assim, meio leviana e ingênua. Mas não é. Porque Tropa, antes de tudo, é um filme de ação da melhor qualidade. A gente pode tentar levantar o lado “consciência social” do filme, mas acho uma cagada.

Primeiro porque esse lance de dizer que o filme mostra as coisas do jeito que são é palhaçada. A polícia corrupta, os burgueses maconheiros hipócritas, o traficante ruinzento, tudo isso existe, mas dizer que o filme representa a realidade fielmente é simplificar demais. Posso estar errado, mas eu nunca subi na favela, nunca participei de ONGs, nunca trabalhei na polícia pra ter uma noção da “realidade”. E aposto que a maioria das pessoas que diz que o filme representa a “realidade” também não.

Posso falar daquela seqüência que mostra os universitários na sala de aula falando sob Foucault e descendo a lenha na polícia. O filme mostra uma sala de aula como uma massa homogênea de pensamentos, como se todos tivessem a mesma formação, as mesmas idéias, como se todo mundo fumasse maconha e reclamasse da polícia porque ela faz blitz pra pegar maconheiro. Isso não é um retrato da realidade. Numa sala de aula você acha de tudo. Desde a Paris Hilton Brasil até o carinha que trabalha no xérox do tabelionato o dia inteiro pra ir estudar à noite. Desde o petista mais sarna até o mais ardoroso defensor da juventude psdbista. Você acha de tudo numa sala de aula. Pra mim, aquela seqüência de sala de aula é tendenciosa, pra dizer o mínimo. Então esse lance de que o filme mostra a realidade como ela é... não é bem por aí não, bicho.

Talvez, o mais bacana com Tropa de Elite, seja toda a discussão que surgiu em volta.

O Arnaldo Jabor escreveu:

“As milhares de cópias piratas buscadas com fome, as platéias sideradas quase sexualmente pelo sangue mostram que nós somos os personagens de um país sem enredo, que estamos famintos de que algo aconteça, de que alguma forma de justiça se faça, de que alguma organização apareça, de que não haja só aquela polícia podre que rouba peças de carros da PM para vender, de oficiais pegando jabá do bicho, de que haja heróis incorruptíveis e machos vingadores de nossa insegurança. E senti no ar até uma certa decepção na platéia com a "crise", o breakdown do Wagner Moura. E me angustiei ao ver que o filme é tão perplexo como nós. Não sabe o que dizer, pois não há nada mais a dizer.”

Acho que o Jabor levou o filme a sério demais. De fato, se formos realmente considerar o filme Tropa de Elite e compará-lo com o 300 , a gente vê que eles são muito parecidos. Um grupo de guerreiros com uma disciplina rigorosa combatendo inimigos numa guerra sangrenta. As diferenças que existem entre Tropa de Elite e 300 são as mesmas que existem entre Brasil e EUA. No 300 os caras lutam com os persas pra defender a “liberdade”. Eles tem um propósito e professam toda aquela bobagem que os americanos acreditam. Já a Tropa... o que faz o grupo do capitão Nascimento subir o morro? Você acha que eles são íntegros, honrados, que eles defendem algum princípio ético ou algo assim? Ha!

Numa das seqüências do filme tem o enterro de um soldado do Bope. O caixão dele tem a bandeira do Brasil por cima. Quando vi a cena me lembrei dos 10 mil filmes americanos que tinham uma cena igual. Manja? O enterro do herói, a musiquinha triste, a bandeira sobre o caixão... só faltou a salva de 21 tiros. Mas tem uma diferença que eu acho fundamental: surge o capitão Nascimento. Ele passa pelas pessoas e cobre o caixão com uma bandeira com a Caveira do Bope. Ele cobre a bandeira brasileira com a bandeira do Bope. Então o lance do patriotismo, do amor ao Brasil e tal não tem nada a ver com as motivações do capitão e sua tropa. A bandeira do Bope é maior que a do Brasil, a bandeira do Bope cobre a do Brasil.

Essa bandeira tem uns ares de bandeira facista, não acha? Coisa medonha!

Na verdade, há um desprezo do capitão e seus subordinados pela sociedade que supostamente eles deveriam defender. Eles sabem que quem financia o tráfico é justamente a “gente boa da melhor qualidade” que curte o baseadinho, tem consciência social e faz serviço voluntário em ONG. Noutra cena, um dos soldados do Bope entra no meio de uma passeata pela paz e começa a bater e chutar num dos “gente fina”. Grita “maconheiro filho da puta!!!” e chuta o piá caído no chão. E quando tentam afastar o soldado ele grita “Seus filhos da puta! Vocês são iguais a ele! Seus filhos da puta!”. O próprio capitão Nascimento comenta: “quando vejo uma passeata pela paz tenho vontade de sair dando porrada”. Hohohoho!!!!

No começo do “curso” para os novos recrutas, Nascimento comenta que algumas pessoas podiam achar que o Bope é tipo uma seita. E é mesmo. A motivação dos caras, olhando pelo filme, está em fazer o que tem que ser feito. Missão dada é missão cumprida. Não tem esse lance de pensar por que, as causas da criminalidade e tal. Bandido é bandido e maconheiro é cúmplice. Porrada neles. Simples assim. A motivação do Capitão Nascimento é fazer seu trabalho simplesmente porque o trabalho precisa ser feito e continuar vivo. E só.

Com o Bope, corrupto não se cria. Os fracos não se criam. Maconheiro não se cria. E bandido vira “chiclete de caveira”. This is Sparta.

Um show de bola como entretenimento. Mas não me foda vindo falar que “isso é a realidade”. Por favor. Sim, a polícia é corrupta, o morro é dominado por traficantes, nossa sociedade é hipócrita. Mas, ainda assim, o filme é ficção.

Numa cena você vê um cara de sunga correndo em câmera lenta e decepando a perna de outro num jorro de sangue e estética de comercial de tv. Na outra você vê um policial fardado torturando uma pessoa usando um saco plástico pra sufocá-la. Porque uma choca mais você que a outra? Uma parece mais real porque representa coisas do seu cotidiano. Mas isso faz dela mais real do que a outra? As duas cenas mostram um ser humano machucando outro. Dá pra realmente dizer que são diferentes?

O pior é que se você for pensar bem, pela ótica do filme todo mundo tem culpa no cartório. Traficante é criminoso, maconheiro é cúmplice, universitário é alienado, polícia "comum" é corrupta... Como disse um amigo meu, do filme, a única coisa "boa" é o capitão e sua Tropa e isso é péssimo.

O legal com internet é que você começa a ter uma noção de quantas idéias diferentes rolam por aí. De repente você acha até algumas parecidas com as suas. Pra mim, Tropa de Elite é um puta filme de ação e achei uns caras que pensam a mesma coisa. Levam na troça, na brincadeira. Transformam as frases do Nascimento em piadas. Falam uns pros outros “É um fanfarrão!”, “Tapa na cara” e “põe de volta no saco”. E acham graça. Eu acho graça. Mas tem muita gente que não. Tem muita gente que não sabe discernir ficção de realidade (e será que eu sei?). E daí aparecem os caras dizendo “ah, você aprova a tortura”, “ah, você não tem consciência”, “ah, você é um monstro, tá rindo das cenas de tortura”, “ah, qual é a graça do cara colocar a bandeira do bope em cima do caixão”. Ora, faça-me o favor... são uns fanfarrões!

É óbvio que um sistema como a Tropa é inviável. Quem pode ter tanto poder assim? Entrar em qualquer casa quando quiser e colocar as pessoas sob tortura pra obter informações... isso é absurdo. É óbvio que é absurdo! Coisa da época do AI5. A Tropa sobe o morro e atira e só acerta traficante... qual é! Que é isso? Eu te digo que é isso: seriado de polícia norte-americano. A Dama de Ouro (lembra dessa?) ia trocar boas idéias com o capita Nascimento. E é com esse espírito que eu vi o filme.

O que mais me chama a atenção disso tudo é como as coisas são complicadas e como não há igualdade entre nós. Sério, somos completamente diferentes em todos os sentidos. E não estamos divididos só em burgês e pobre. Somos divididos em sei lá quantas tribos.

Nobody deserves...

Olha só o caso lá do Luciano Huck. O playboy foi assaltado e levaram o Rolex dele (relógio muito caro, bicho). Daí o moço foi e escreveu uma carta de desabafo que foi publicada na Folha de São Paulo. Uma cartinha bem sem-vergonha, se quer a minha opinião. Mas o engraçado foram as reações. Nossa, o pessoal tava indignado com o Huck por ele ter reclamado! Parecia uma ofensa o rico super-bem-sucedido reclamando de algo que se tivesse acontecido com qualquer outra pessoa ia passar despercebido. E, pensando bem, é mesmo. Se eu ou você tivéssemos sido assaltados e mandássemos uma carta pra Folha, você acha que iam publicar? E se publicassem, você acha que alguém ia se importar? Pelo amor de Deus, só leia a carta do Huck!

Se ele não fosse “O” Huck, você acha que alguém ia dar atenção a ele? Não é só aquele lance de que, como comentam alguns, “o sucesso é visto como crime nesse país”. Na verdade, é foda, porque esse caso do Huck mostra que somos diferentes, que tem gente que vale mais do que os outros. Se o Huck tivesse sido morto no assalto, ia virar um caso de parar o país. Ia ter passeata de mil quilômetros no enterro do playboy, ia ter um monte de declarações indignadas por parte dos globais, o Jornal Nacional ia fazer um especial e terminar com as letrinhas subindo em silêncio. Ia ter debates e o escambau. Agora, imagina se fosse você. Tua família ia chorar e só. Porque você não interessa, é só mais uma estatística.

Esse é o foda dessa história toda. O pessoal fala em democracia e no direito democrático de expressar a sua opinião. Palhaçada. Você tem o direito democrático de ser ignorado. E democracia é mais uma daquelas crenças que eu fico pensando se tem fundamento. Por exemplo, numa eleição pra presidente, o vencedor fica com, digamos, 52% dos votos. Os eleitores do outro candidato, que são quase metade da população do país, tem que engolir um presidente que eles não queriam ter. Isso é democracia. Uma imposição legitimada. Daí você me pergunta se eu tenho uma idéia melhor. Ah, cara, não tenho não. Mas isso não me impede de pensar a respeito, dar a minha opinião e ser democraticamente ignorado.

Muitas gentes, muitas idéias, escalas de valores completamente diferentes. A comunicação é impossível. O que podemos almejar é uma convivência pacífica, quiçá harmoniosa. Mas, fala sério, você acha que dá? Será?

Eu devia largar tudo e ir pra praia, viver de pesca. Mas daí ia deixar de curtir coisas tipo Tropa de Elite e todas as bobagens que esse pessoal fala e escreve por aí...

sábado, outubro 06, 2007

Oi, tudo bem?

Então, este é um post engraçado.

Eu já tinha lido em blogs, na verdade era uma das coisas que eu achava bem engraçada, o tipo do post "saí mas já volto".
Uns blogs bacanas que vc entra e meio que pesca fragmentos da vida de outras pessoas. Aí param as postagens. Passam um, dois meses e qdo vc volta lá, tem um post dizendo algo como "a vida está corrida, trabalho, faculdade e projetos e tal, mas logo volto a postar" e passam-se os meses e o silêncio permanece.

Bom, esse post eu escrevo pra vc aí, que está lendo. Esse post, especificamente, é pra vc e segue a linha do "saí, mas já volto".

Não tenho muitas respostas e comentários a respeito das coisas que escrevo aqui, mas por algum motivo estranho, eu me viciei na idéia da escrita e da postagem em si. Escrevo quase que pra mim mesmo, pelo puro prazer de escrever, mas sei que tem pessoas que visitam e acompanham o que coloco aqui e gosto disso. Isso também me estimula bastante e sou muito agradecido.

Sou agradecido a um grupo de amigos que lê esse blog e eles sempre me dão um feedback ao vivo. A esses eu agradeço imensamente pela amizade e por se interessarem pelo que escrevo aqui.

Sou agradecido também aos que não conheço e que provavelmente nunca vou conhecer. Obrigado pela visita e pela atenção e espero que curtam alguma coisa do que encontrarem aqui.

Então, pessoal...

Não morri. Estou vivo e bem. Estou terminando de escrever a tal dissertação e o final está sendo mais ou menos como um amigo tinha descrito: "é como frear um trem desgovernado". Muitas pontas soltas e a gente vai amarrando conforme dá. Escrever esse tipo de coisa, o trabalho acadêmico, está se mostrando bem mais desgastante do que eu esperava. Algumas horas lendo, organizando as idéias e referências e escrevendo e fico um bagaço.

Então, apesar de ter ainda muitas idéias de coisas pra falar aqui, por uns dias estarei fora.
Mas não desista de mim.
Não vá embora.

Eu volto.
Juro
Obrigado!
;-)

segunda-feira, outubro 01, 2007

às vezes a gente se perde

eu meio que me perdi

comi coisas

comi coisas

fui longe demais

e agora pra voltar?

quem vai me olhar do espelho quando eu voltar?