sábado, julho 26, 2008

E veja como são as coisas...


Outro dia fiquei meio chateado porque não fui pra Flip.

Aconteceram mais umas coisinhas chatas e eu fiquei de pá virada mesmo, colocando textos bonitinhos no blog pra tentar parecer otimista. Enfim, cagadas acontecem e a vida continua.

Daí me liga o seu José Aguiar com a boa notícia: ele tinha ganho o troféu HQ Mix de melhor site de autor. E me convidou para ir com ele e uma galera pra São Paulo de vã, assistir a premiação. Belê! Vamos nessa!

E acontecem os imprevistos. Maioria da galera dá pra trás (cuzões!) e a idéia da vã é abortada. Felizmente, o Cláudio, meu camarada professor lá do cefet (e que também tinha construído o site para o Zé, veja só que mundo pequeno) topou pegar a estrada e fomos nós lá pra Sumpaulo.

E foi uma noite sensacional. Ver de perto caras como Laerte, Angeli, Mauricio de Sousa, Luis Gê, Fernando Gonsales tem um quê de surreal. Sei lá. No fim, é mais ou menos como na Flip. Os autores estão lá, os criadores de tudo aquilo que consumo. Já não tenho mais idade pra ficar tietando, mas ainda assim é uma sensação engraçada ver os cabras de perto.

A surpresa pra mim foi encontrar o Danilo Gentili, do CQC. Curto o trabalho dele e não pude deixar de bater uma fotinha. (Apesar de tudo, o tiete ainda vive...)

Aliás, surpresa mesmo foi o André Caliman. Ele e o Leonardo Melo ganharam o HQ Mix de melhor Publicação Independente de Grupo, com a Quadrinhópole número 4. Acontece que tinha uma história minha nessa edição. Daí, quando anunciaram o prêmio, veio o André, me puxou pelo braço e falou vamos lá com a gente, cara!

E eu fui.



De repente tava de pé no meio do palco, cumprimentando o Serginho Groisman, levando aplauso, segurando o troféu "Samurai". Gente, foi ótimo. HAAHHAHAH!

Agradeço ao André e ao Leo pela oportunidade, afinal, se não são esses caras pra tocar o projeto, nada tinha acontecido. E depois a gente foi pra um boteco perdido nas entranhas de São Paulo onde comi um dos melhores e mais demorados cachorros quentes da história. Uma galera barulhenta sentada nas mesas rindo e conversando e comemorando esse negócio dos quadrinhos, que é uma coisa sensacional. Me senti em casa, me senti entre os meus. Muito legal, cara. Você não faz idéia.

Daí esses dias foram uma boa chacoalhada. Sei lá, num acredito muito nessas coisas de destino e tals, mas por um lado o Mundo te diz "não" e por outro te diz "sim". Acho que a gente precisa aprender a escutar.

E, pensando bem, mesmo que não escute, as coisas vão acontecendo. Já dizia o seu Rolando Boldrin:

Tem um ditado dito como certo
Que cavalo esperto não espanta a boiada.

E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando essa vida marvada.

Aprender a escutar o Mundo, gente.

Valeu, José, André e Cláudio.

Abração!

E pra lembrar, a minha histórinha publicada na Quadrinhópole 4.



Uma foto


Uma noite me liga a dona Carla e lá vou eu pra Joinville, conhecer gente nova, curtir a noite e descer pra praia pra ver o sol nascer. O dia estava nublado, a luz estava fantástica. Sobre as pedras, diante do mar, parecia que estávamos em outro mundo. Foi muito bacana. Pena que vou acabar esquecendo, mas fica aqui um registro...

Falando em Batman...


Fui assistir o filme na estréia lá no cine do Shops Novo Batel. O legal com esse cinema é que ele é novo, pequeno e cheio das comodidades: bancos confortáveis, som bacana e um carpet tão macio que dá vontade de deitar nele.

Outra coisa legal é que acho que ele é meio desconhecido do público, então as sessões são bem tranqüilas, vai pouca gente. E enquanto não descobrem esse cinema, eu e meus camaradas vamos aproveitando. A sessão de Wall-E foi praticamente exclusiva pra mim e pra Carlinha.

Mas a grande curiosidade foi o programa do cinema que peguei no dia da estréia do Batman. Dá uma sacada na sinopse do filme apresentada no programa:


Michael Keaton e Jack Nicholson é?
Uau.
Até o pôster...
Como isso aconteceu?
Hahhahah!

sexta-feira, julho 25, 2008

Fim da Infância

O segredo da mágica está na suspensão da descrença. Aceitamos que um homem pode voar ou subir pelas paredes e a mágica acontece. O menino corre pela sala com um boneco de Homem-Aranha na mão. A mágica acontece.

Na última cena de Homem-Aranha (o primeiro filme), vemos o herói dançando entre os prédios com sua teia, à luz do pôr-do-sol. Para mim, foi algo mágico, emocionante. Era um daqueles heróis de papel da minha infância que de repente ganhava substância e pulsava vivo na grande tela.

Após anos acompanhando suas histórias em quadrinhos, esses heróis e seus mundos fantásticos se tornam familiares para nós, leitores. Ganham uma dimensão maior. Nós passamos a nos importar com eles, passamos a conhecê-los. Eles são mais do que um uniforme colorido e brigas fabulosas. Cada um encerra uma mitologia bem específica. Uma série de significados próprios que passa despercebida aos não-leitores (e, às vezes, a muitos leitores também).

Nós crescemos e os personagens também.

Aos poucos, percebemos que a roupa colorida é constrangedora. De repente, percebemos que o bandido é capaz de fazer coisas bem piores do que roubar um banco. A infância vai acabando e vamos nos dando conta de que não há superamigos nem soluções mágicas. Nem sempre vamos terminar o dia juntos e rindo.

Crescemos e nossos amigos imaginários desaparecem. Relações obscuras entre nossos parentes mais próximos tornam-se cada vez mais perceptíveis. Os silêncios de mamãe, as ausências de papai. Começamos a perceber as diferenças entre o café da manhã da família da propaganda de margarina e o nosso café da manhã. Já não estamos tão seguros. Nunca estivemos.

Na TV, Batman e Robin eram amigos e batiam em bandidos inofensivos. Um mundo colorido de Pow!, Soc! e Crash!, onde a maior ameaça era ser transformado em um sorvete de casquinha gigante pelo Senhor Frio. Ninguém saia ferido. O Batman do desenho dos Superamigos, o Batman dos gibis, o Batman barrigudo do seriado. Esses eram os personagens que eu conhecia. Eles eram o Batman Criança, correndo com seu amigo pela cidade, brincando de salvar o dia. Sendo importante.

De lá pra cá conheci muitos Batmans.

Mais ou menos em 1988 apareceu um gibi grosso, de várias páginas, chamado Batman:O Cavaleiro das Trevas. Naquele gibizão vi um Batman envelhecido e amargurado vivendo em uma cidade gigantesca corroída pela imundície e violência. Violência como nunca tinha visto antes em uma historinha de super-heróis: prostitutas desfiguradas por cafetões, indigentes assassinados nos becos, estupros, agressões. Em seu manto, Batman se transfigurava em um anarquista que se divertia espancando marginais e despistando a polícia. Era um Batman Punk, adolescente. Talvez ouvisse escondido Garotos Podres e Replicantes.

Foi a partir dali que uma certa “realidade” começou a impregnar aos poucos as histórias do Batman. Olhando lá de cima, do alto dos prédios, Gotham City parecia tornar-se cada vez mais suja.

Depois disso, houve uma multidão de Batmans que se espalharam pelas páginas de gibis, telas de cinema e tv. Muitos eram desinteressantes, quando não constrangedores.

No filme de Christopher Nolan, Batman Begins, de 2005, Batman dá os primeiros passos para uma realidade mais próxima da nossa. O novo Batman é, antes de tudo, Bruce Wayne, um homem impulsionado pela necessidade de tentar corrigir o irrecuperável. Conscientemente propõe-se a criar uma identidade, uma personagem com um propósito bem definido. Não só combater criminosos, mas tornar-se um símbolo. Em uma sociedade de espetáculo, tentar transformar o mundo num nível mais profundo, inspirando atitudes nas pessoas. Com essa linha de pensamento, Christopher Nolan começa a trazer o personagem de papel para o mundo real. Nesse começo, algumas coisas ainda funcionam como nos velhos moldes. Ainda há um pé no mundo fabuloso de vilões com planos mirabolantes e máquinas excêntricas (como microondas que afetam apenas a água dos encanamentos). Mesmo assim, Batman ganha uma maturidade, um ar um pouco mais adulto.

A continuação de Batman Begins chama-se O Cavaleiro das Trevas, exatamente como o quadrinho de 1988, mas está longe de ser uma adaptação. As duas histórias são completamente diferentes. Em comum, além do título, elas têm o fato de que jogam um novo olhar sobre a personagem.

O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan é uma seqüência direta da história apresentada no primeiro filme. Traz para a “realidade” dois dos mais clássicos inimigos de Batman, o Coringa e o Duas-Caras. Ambos estão também na HQ O Cavaleiro das Trevas. São vilões icônicos e o modo como Nolan os apresenta é totalmente fiel à essência dos personagens.

Muito já foi dito sobre esse novo filme. O Cavaleiro das Trevas é praticamente uma unanimidade entre a crítica. Livre de excessos “fabulosos”, o filme extrapola os personagens dos quadrinhos em um roteiro que potencializa suas essências ao máximo. Os personagens tornam-se os símbolos plenos de seus significados.

O Coringa é aterrorizante e sedutor ao mesmo tempo, por representar a completa anarquia. Ele não tem planos a não ser corromper completamente o seu redor. Não quer dinheiro, não quer conquistar o mundo, não quer ser o chefe do crime. Ele só quer despertar o que há de pior em você, só quer que você passe por cima dos limites que você mesmo se impôs. Cegar crianças e matar velhinhas. O total desapego a tudo o que o sistema tinha para oferecer, incluindo a sua própria vida, é o que assusta e fascina no personagem. O Coringa vive num mundo sem regras e sem limites. Ele é o cara que realmente não tem nada a perder e isso faz dele alguém extremamente poderoso. Brilhante.

Duas-Caras, o Harvey Dent, é o promotor de justiça, o homem correto e inflexível que simplesmente quebra. De repente ele se dá conta que por mais que nos esforcemos em tornar o mundo melhor, em fazer as coisas certas, às vezes simplesmente não dá certo. Às vezes, o melhor que temos a oferecer não é o bastante. O mundo não vai te recompensar sempre. A vida pode ser bem ingrata. No fim, é o acaso que decide o destino de uma vida. Cara ou coroa e você vive ou morre.

No meio disso, Bruce Wayne começa a perceber as conseqüências de usar o manto negro do herói. Viver na marginalidade, conviver com a própria falibilidade, com a solidão auto-imposta, com o preço a se pagar pelo caminho escolhido. Bem-vindo à vida adulta, Batman. E ela é uma pedreira.

Falamos em sonhos de papel que ganham as telas, fantasias inocentes de voar pela cidade na ponta de uma teia. Mas é estranho ver quando os bandinhos da infância tornam-se pesadelos à luz do dia. O Coringa de César Romero, o Coringa de Jack Nicholson, eles parecem uma brincadeira infantil perto do Coringa de Heath Ledger. O Coringa anda matando gente, meu Deus do Céu... e para a platéia, um olho vazado por um lápis parece não ser mais motivo de choque.

É isso que nos faz adultos.

Ver o lado feio da vida e tentar conviver com ele, lutar com ele, transformá-lo. Não saber se vamos ver nossa menina no dia seguinte. Não saber se vamos ver o dia seguinte.

Nós crescemos.

(A foto que abre o post foi tirada do Blog do Universo HQ).

segunda-feira, julho 21, 2008

...e quando tudo mais falhar, auto-destruição pode ser a resposta




And you open the door and you step inside
We're inside our hearts
Now imagine your pain as a white ball of healing light
That's right, your pain
The pain itself is a white ball of healing light
I don't think so

This is your life, good to the last drop
Doesn't get any better than this
This is your life and it's ending one minute at a time

This isn't a seminar, this isn't a weekend retreat
Where you are now you can't even imagine what the bottom will be like
Only after disaster can we be resurrected
It's only after you've lost everything that you're free to do anything
Nothing is static, everything is appaling, everything is falling apart

This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
Doesn't get any better than this
This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
And it and it's ending one-minute at a time

You are not a beautiful and unique snowflake
You are the same decaying organic matter as everything else
We are all part of the same compost heap
We are the all singing, all dancing, crap of the world

You are not your bank account
You are not the clothes you wear
You are not the contents of your wallet
You are not your bowel cancer
You are not your grande latte
You are not the car you drive
You are not your fucking khaki's

You have to give up, you have to give up
You have to realize that someday you will die
Until you know that, you are useless

I say let me never be complete
I say may I never be content
I say deliver me from Swedish furniture
I say deliver me from clever arts
I say deliver me from clear skin and perfect teeth
I say you have to give up
I say evolve, and let the chips fall where they may

This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
Doesn't get any better than this
This is your life, this is your life, this is your life, this is your life
And it and it's ending one-minute at a time

You have to give up, you have to give up
I want you to hit me as hard as you can
I want you to hit me as hard as you can

Welcome to Fight Club
If this is your first night, you have to fight

segunda-feira, julho 14, 2008

Mude

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,

o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:

A salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena!!!


(Autor: Edson Marques. Este e outros textos vc encontra no livro "Mude" lançado pela editora Panda Books).

...

domingo, julho 13, 2008

Gratidão

Agradeçamos

Porque

se hoje não aprendemos muito


ao menos aprendemos um pouco

e se não aprendemos um pouco

ao menos não adoecemos

e se adoecemos

ao menos não morremos.

Portanto, agradeçamos.

terça-feira, julho 08, 2008

Auto-retrato em preto e branco

Eu sou um homem de sorte.

Se eu tenho arrependimentos? Não. Nenhum. Eu tenho demônios íntimos e fantasmas pulsantes vagando pela aridez do meu inferno particular.

Um inferno que faz parte de uma geografia maior, mais complexa, de dimensões indefinidas e áreas inexploradas. Florestas densas cheias de plantas desconhecidas, uma delas talvez contendo a cura para o câncer e todos os males do mundo.

Cidades cintilantes, civilizações esquecidas e coisas assim.

E as madrugadas insones com suas melodias perdidas e solidão pesada.

E as risadas.

E a espera.

Espera.

Espera.

Esperança sem fim.

Ainda assim... ou talvez por tudo isso, sou um homem de sorte.


Muita sorte.

domingo, julho 06, 2008

E como diz o velho ditado...

O homem planeja e Deus ri.

Eu devia emoldurar essa frase e colocá-la na parede do meu escritório. Se eu tivesse escritório. Enfim...

Não fui pra Flip. Bem verdade que eu tive
ótimas razões para não ir. Mas também é verdade que eu adoraria ter ido.

Daí fiquei escutando os comentários na tv e vendo notícias aqui e ali. Apesar de não ser mais assim
tão fã do Neil Gaiman, confesso que fiquei morrendo, morrendo de inveja de pessoas como o Marcelo Tas, que foram lá e assistiram as mesas de discussão dentro da Tenda. Tudo bem que o Tas era também o mediador do debate entre o Neil Gaiman e o Richard Price. Eu me contentava em ficar só na platéia. Para ver mais das peripécias de Marcelo Tas em Paraty, clique aqui.

Também não posso reclamar de ter ficado por aqui. Ah, tantas histórias pra falar do motivo de eu ter ficado. Mas não dá pra contar ainda. Tem que esperar mais um pouco, o tal processo ainda está rolando. Vamos ver o que acontece. Minha parte já fiz. Agora tá na mão de outros.

O que rolou de muito legal foi uma saída bem divertida com os amigos na sexta. Com direito a karaokê, jogo de sinuca, risadas e um show do Stereo33, banda de que nunca tinha ouvido falar, mas que fez uma apresentação sensacional lá no Empório São Francisco.

Terminamos a noite num café, aqui no Aeroporto Afonso Pena. Tem esse café que fica aberto 24 horas e tem também uma livraria, a La Selva. Então, meus camaradas às vezes me dão uma carona aqui pra São José e a gente acaba sempre tomando um café e fuçando a livraria do Aeroporto. É engraçado... O Aeroporto é um lugar imenso, que durante o dia é agitado, cheio de pessoas andando com suas malas de lá pra cá, fazendo filas e tal... Mas de madrugada ele fica vaziozinho. E silêncio, tranqüilo. Como uma igreja.

Era cinco e meia da manhã e a gente tava tomando café e batendo papo. Dia quase nascendo, o céu daquela cor estranha, que não é um cinza e não é um azul e tem um pouco de vermelho também.

E hoje é domingo e eu estou com uma sensação ótima de fim de semestre. Esse primeiro semestre foi uma pedreira. Muito trabalho, muita coisa pra fazer. Foi duríssimo. Mas o pior já passou.

Hoje é domingo e eu vou curtir.

A gente se vê.