terça-feira, novembro 30, 2010

Quero brincar também



Tenho visto tanta coisa legal, tanta ilustração bacana por aí...

Daí fico trabalhando, corrigindo trabalhos montando aulas pra pós-graduação, fechando semestre. Mas não resisti e dei uma escapadinha agora de tarde pra finalizar esse desenho do sketchbook.

Eu quero brincar também.

Ano que vem vou brincar mais...

quarta-feira, novembro 24, 2010

Cicatrizes

(Versão da resenha originalmente publicada na seção Reviews do Universo HQ)


Histórias autobiográficas estão na moda. É bacana produzi-las, é bacana lê-las. Marjane Satrapi e sua Persépolis, Alison Bechdel e sua Fun Home, Craig Thompson e seus Retalhos... É uma lista grande. Lendo esses livros alguém pode pensar: “será que além de histórias autobiográficas, ter tido uma juventude difícil também está na moda?”.

Nas primeiras páginas de Cicatrizes a impressão que se tem é que lá vem mais uma historinha de “eu cresci numa família complicada e tive uma adolescência difícil”. Mas então acontece.

E o que acontece?

Bem, digamos que David Small merece o título de “sobrevivente” bem mais do que seus colegas citados acima. Digamos que o título “Cicatrizes” serve muito bem à obra, assim como o original em inglês, “Stitches”. Contar mais que isso estraga a história.

Aliás, o maior problema dessa publicação da editora Barba Negra, se é que se pode considerar isso um problema, é justamente o fato desse “acontecimento” ser contado logo na orelha do livro. Por isso um conselho importantíssimo: não leia o texto da orelha.

Lógico que a narrativa não se limita apenas a esse “acontecimento”. Há toda uma riqueza de detalhes e contextualizações que amplificam muito mais o impacto do episódio sobre a vida de Small.

Daí vem o aspecto técnico da obra. Small é um ilustrador que trabalha com livros infantis e ilustrações editoriais. Seu trabalho pode ser conferido no site davidsmallbooks.com. A arte de Cicatrizes é feita com traços de bico de pena e pincel e tons de cinza produzidos por aguadas de nanquim. O estilo de desenho dos personagens é feito de maneira simplificada, estilizada, com um traço expressivo. Olha só esse painel aqui, da página 211. Belíssimo, não?



Small tem seu ponto forte na arte e na narrativa sequencial. Os blocos de textos são curtos e há sequencias de diversas páginas sem palavra alguma. Isso torna a história muito ágil, mas de maneira nenhuma superficial. A riqueza do trabalho de Small não está em longas elucubrações descritivas sobre a psicologia de seus pais, mas na força expressiva dos desenhos, na economia de recursos que comunica a informação necessária e deixa espaço para o leitor trabalhar na construção do significado.

Além disso, há outras pequenas surpresas narrativas... Fique atento para o Coelho Branco, Neo. ;-)

Ah, a tradução fica por conta do Cassius Medauar, que foi responsável pela saudosa Pixel Magazine.

Parabéns a editora Barba Negra por esse lançamento. A capa é belíssima. Só mais cuidado na elaboração dos textos para não estragar boas surpresas da obra. Uma obra, aliás, recomendadíssima.

Possivelmente um dos top five do ano.

Super recomendo.

terça-feira, novembro 23, 2010

Sonho


Esse foi um mês quase sem desenhos. Fim de semestre, fim de relacionamento. A cabeça da gente fica meio bagunçada.

Mas aos poucos tudo volta ao normal.

Pois é, eu fui no show do Paul

Nunca tinha ido em show grande.

Tipo assim, já vi Titãs, Los Hermanos, Pato Fu. Vi Jethro Tull. E foi bacana, sabe, foi bem legal. Mas nunca tinha ido em show grande mesmo, desses de estádio, desses megaboga, sabe?

Caí no show do Paul meio que por acidente. Tinha excursão, tava sobrando um lugar e amigo meu me ligou: "Tá a fim?" Bora lá. Em São Paulo, no Morumbi. Diz que é o segundo maior, atrás do Maracanã. Verdade? Não sei, me disseram. Enfim, São Paulo é uma cidade superlativa. Tudo lá é maior, exagerado, gigantesco. O nosso busão estacionou a duas quadras do estádio. Mais tarde, depois do show, a gente levaria meia hora pra caminhar essas duas quadras. Quadras paulistas: superlativas.

Entramos no estádio às seis, a gente ia ficar na pista. Tava tranquilo, escolhemos uma posição e sentamos, deitamos. Ficamos ali curtindo, batendo papo. Escutando o papo dos outros. Legal bisbilhotar conversas de meninas: impressionante saber como esse papo de aparência pesa na vida delas. E talvez na nossa também.

Fiquei ali deitadão, olhando pro céu azul, curtindo. E o dia foi acabando, foi escurecendo. Ao redor da minha visão iam aparecendo mais pessoas em pé, mais e mais pessoas, até que o camarada gritou "levanta!" e pulei e a multidão fechou. Daí olhei ao redor e vi as arquibancadas lotadas, as luzes, as texturas de milhares de pessoas. Tudo superlativo.

Cheiros. Cerveja, creme de barbear, desodorante, cigarro, suor, maconha. Vozes, comentários. Pessoal cronometrando pro começo do show. "O cara é britânico, não vai atrasar".

Não lembro qual foi a música que ele começou o show. Mas eu lembro da lua cheia, amarela, logo atrás do palco. Não conheço muito o trabalho do McCartney. Pra ser sincero, não ligava a mínima pro Paul. Mas a impressão, a energia que correu pela multidão quando ele entrou no palco... caralho, véio. Noooossa. Superlativo? Não, transcendental. Mundo mundo vasto mundo.

A moça ao meu lado chorava. Não era choro de fã histérica. Ela cantava, de repente parava, juntava as palmas das mãos diante da boca, fechava os olhos, as lágrimas corriam, abria os olhos de novo, olhava para o palco. Aquele olhar cintilante de lágrima, sabe?

E um mundão de gente com suas câmeras e celulares filmando, braços estendidos alto pra pegar a melhor imagem. E essa gente mantia um braço estendido com a câmera e limpava as lágrimas com as costas da outra mão.

Cantar "Hey Jude" com um dos Beatles originais e um coro de mais de 60 mil pessoas: transcendental.

Estremecer com o espetáculo de fogos de Live and Let Die. Difícil imaginar uma festa de reveillon que consiga superar aquilo. Pra mim 2011 já começou. Feliz ano novo pra vocês.

Eleanor Rugby, Yesterday, Let it Be, Helter Skelter...

Um clássico inesquecível no Morumbi.

(E o tombão de Paul no final. Como pode? 68 anos, o cara levar um pacote daqueles e já se levantar no ato?)

Na saída a multidão se espalha pelas ruas. Tanta e tanta gente caminhando, aqui e ali cantando aquelas canções de Beatles, Wings... Comer um queijinho assado no palito. Celebrar a vida.

Com gratidão.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Sem Culpa

Hoje eu apresentei uma pequena palestra sobre quadrinhos lá na UTFPR. Foi dentro do evento Algures, promovido pelos próprios alunos.

Esse ano, cada dia da semana tinha um tema: Egoísmo, Confronto, Julgamento, Culpa, Aceitação ou Indignação.

A Renata Moura, gente fínissima que conheci lá no evento, ficou com o Egoísmo e fez uma apresentação sobre seu trabalho fodástico com design de produto.

O camarada Renato Faccini apresentou as ideias do projeto "Design é a sua vida?" no dia do Confronto.

Mais um monte de gente bacana apresentou trabalhos em todos os dias, mas foi o desses dois amigos que eu consegui acompanhar.

A minha apresentação de hoje caiu no dia da Culpa, e daí eu brinquei com esse tema: fiz uma apresentação sem culpa nenhuma. Falei tudo aquilo que sempre quis falar em uma apresentação, no caso, uma explanação sobre os quadrinhos favoritos da minha infância e adolescência.

Em especial o Cavaleiro das Trevas do Frank Miller. Mas também falei um pouco do Demolidor, Asilo Arkham, Sandman. Foi bem bacana, porque viajei dentro da linguagem, dentro das especificidades de cada quadrinho, do que fazia de cada um especial pra mim e pra minha formação. Pelo menos, eu acho que foi bacana. Espero que o pessoal tenha gostado... mas se não gostaram, também não vou me sentir culpado... :-)


A ideia geral era fazer uma performance e meio que brincar com a ideia de estar sentado no chão aqui de casa, vendo todas essas revistas, batendo papo sobre elas e tal. Só não rolou a cerveja que eu tinha prometido porque ia bater de frente com as normas da instituição. As autoridades não curtem a ideia de beber quentão, quem dirá cerveja...

Enfim, no fim do papo eu divulguei uma lista de quadrinhos de hoje que eu recomendo. Alguns são séries que estão sendo publicadas em encadernações baratas, outros são histórias fechadas que são publicadas em volumes bem carinnhos... mas todos valem a pena. Pra quem interessar possa, divulgo aqui a lista:

  • Xampu, de Roger Cruz
  • Fábulas, de Bill Willingham e Mark Buckingham (a história de Branca de Neve, Lobo Mau, A Bela & a Fera e outras fábulas que fogem para o nosso mundo e passam a viver escondidas num bairro de Nova York. Cuidado, essa história não tem nada de infantil...)
  • We3, de Grant Morrison e Frank Quitely (veja aqui também...)
  • Mr Punch, de Neil Gaiman e Dave McKean (trabalho dos dois feito em 1992 e finalmente lançado no Brasil pela editora Conrad).
  • Planetary, de Warren Ellis e John Cassaday (mais difícil de achar... por favor, alguma editora republique!!!)
  • Sábado dos Meus Amores, de Marcello Quintanilha
  • 100 Balas, de Brian Azzarello e Eduardo Risso
  • Preacher, de Garth Ennis e Steve Dillon
  • A Liga Extraordinária, de Alan Moore e Kevin O'Neil (o filme é uma BOOOOOOSTA, mas os quadrinhos são divinos! Esse volume é caro pra caramba, mas vale o preço!)
  • Ex-Machina, de Brian K. Vaughan e Tony Harris
  • Bando de Dois, de Danilo Beyruth (rêpetacular!)
  • Retalhos, de Craig Thompson
  • Y - O último homem, de Brian Vaughan e Pia Guerra
  • Leões de Bagdá, de Brian Vaughan e Niko Henrichon


Agradeço a todas e a todos que apareceram essa manhã pra ouvir meu discurso caótico sobre o Batman e seus amigos bizarros. Foi um prazer inenarrável para mim estar lá com vocês.

Se tudo correr bem, vou montar uma disciplina optativa de quadrinhos pro curso de Design para o ano que vem.

Diversão garantida.

;-)

sexta-feira, novembro 05, 2010

Designers

Hoje celebramos uma data muito especial.

Foi nesse dia que o doutor Emmet Brown escorregou e bateu a cabeça na pia do banheiro. Quando acordou do desmaio, teve o insight para criar o capacitor de fluxo, peça fundamental na viagem do tempo. E se você não sabe do que eu estou falando, vá assistir de novo De Volta Para o Futuro.

Mas 5 de novembro também é o dia do Designer aqui no Brasil.

E o que é um designer?

Às vezes é um cara chato, pretensioso, egocêntrico, mal-resolvido, com sérios problemas de auto-afirmação. Outras vezes é uma pessoa divertida, desencanada, companhia pra todas as horas que faz a gente rir e enxerga saída pra tudo. Bons parceiros de copos e ideias.

Eu sou um desses caras. Às vezes isso, às vezes aquilo.

O que realmente me fez escolher essa profissão foi a paixão por uma área bem específica, o tal design editorial de livros. Paixão que nasceu dos quadrinhos e ilustração. Segurar os volumes, passar suas páginas, sentir seu cheiro, apreciar o desenho das letras, as cores, acabamento...


É um prazer sabe.

Um grande prazer.

Feliz dia, malditos designers...

terça-feira, novembro 02, 2010

Dia do Saci

Putz, tou atrasado...

Dia 31 de outubro foi o Halloween, mas isso lá pra cima da linha do Equador. Aqui na metade meridional, mais precisamente nessas que já foram as Terras de Santa Cruz, a gente comemora o Dia do Saci. Pra saber mais, visite o site do pessoal da SOSACI (Sociedeade dos Observadores de Saci).



A ilustração eu fiz pra Amanda, uns 3 anos atrás. Usei uma ferramenta rudimentar de desenho, um tal de Corel Draw, não sei se você já ouviu falar...

Daqui a uns três dias eu publico alguma coisa pra comemorar o dia de los muertos.

Arriba!

segunda-feira, novembro 01, 2010

Pós-eleições

O que mais me incomodou nessas eleições, aliás, o que eu acredito que mais incomodou muita gente, foi o fervor beirando a hostilidade com que as pessoas defendiam seus candidatos.

Teve o episódio da bolinha de papel que jogaram no Serra (ou do OVNI que jogaram no Serra, depende do seu ponto de vista). O candidato, após o episódio, declarou que tudo era um absurdo, que era uma concorrência política, não uma guerra, não precisava de agressões. Não é uma guerra.

Entretanto...

O discurso de ontem à noite do Serra me mostrou um sujeito que parecia muito, muito triste com a derrota. Deprimido, realmente derrotado. Ele agradeceu aos eleitores, foi ovacionado. E durante o discurso foi ficando mais animado e soltou algumas frases que me deixaram pensando. O discurso você pode assistir na íntegra aqui:



Aqui as frases e o tempo de entrada nelas no vídeo:
  • 2:20 "Eu quero agradecer também ao millhões de militantes que lutaram nas ruas e na internet em defesa da nossa mensagem de um Brasil soberano, democrático, que seja propriedade do seu povo".
  • 5:21 "Nesse meses duríssimos, quando enfrentamos forças terríveis, vocês alcançaram uma vitória estratégica no Brasil. Cavaram uma grande trincheira, construíram uma fortaleza, consolidaram um campo político de defesa da liberdade e da democracia do Brasil".
  • 06:03 "Um grande campo político em defesa da democracia, da liberdade e das grandes causas sociais e econômicas do nosso país que estão aí, vivas, no sentimento de toda a nossa população".
  • 06:20 "Nossa campanha trouxe também, ao cenário eleitoral, uma juventude que ama o Brasil, uma juventude que ama a liberdade".
  • 06:50"... (os jovens) sonhando e lutando por um país melhor (...) mais justo e democrático, onde os políticos fossem servidores do povo e não se servissem do nosso povo".
  • 07:27 "E para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade. Nós vamos dar a nossa contribuição ao país, em defesa da Pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos tem de falar e de serem ouvidos. Da justiça social. Vamos dar a nossa contribuição como partidos, da nossa frente de partidos, como indivíduos, como parlamentares, como governadores. Essa será a nossa luta nos próximos anos".
  • 08:54 "A luta continua".

Não era uma guerra, certo?

E daí.

Daí eu tenho umas perguntas:
  1. Nós não vivemos em um país soberano e democrático? As eleições de ontem não valeram? É isso? Ou democracia só existe quando o nosso candidato ganha?
  2. O Brasil atualmente não pertence ao povo brasileiro?
  3. Quais são as "grandes causas sociais e econômicas do nosso país que estão aí, vivas, no sentimento de toda a nossa população"?
  4. Quem é o povo brasileiro?

Quem é o povo brasileiro? Bom, aqui um mapa com os resultados da eleição de ontem por estado:


E pra deixar mais divertido um mapa com o resultado das eleições de 2006 por estado:


Democracia é isso. É dar voz a toda uma massa extremamente heterogênea e tentar atender às necessidades da maioria de sua população. E a população inclui não só o nosso jovem universitário batuta que está indo fazer um ano de intercâmbio nos Estados Unidos e estudou a vida inteira em colégio particular, como também os lavradores e os cortadores de cana semi-analfabetos. Os interesses são diferentes. Um vai querer pagar menos impostos pra não sustentar os "vagabundos" que se valem do "humilhante bolsa-esmola". O outro só queria que a família não passasse fome.

Quando o Tiririca ganhou, todo mundo falou que tinha um milhão de idiotas no Brasil. O que essas pessoas não entendem é que o Brasil não é feito só de gente que dorme todo dia com roupa de cama limpa e tem twitter. E essas pessoas que a gente fecha o vidro do carro na cara também tem direito a voto. E são muitas. E talvez elas não se sentissem bem representadas pelo seu candidato, moço bonito.

Acho que o discurso do Serra é bacana porque mostra que pra muita gente nós estamos em guerra sim, contra forças malignas que reprimem a liberdade de expressão e querem controlar a imprensa. Mais que isso, contra forças malignas que criam estados de histeria e apelam pra obscurantismo e manipulação de informações.

E sobre liberdade de imprensa, ontem o William Waack da Globo News estava falando que o governo estava sim levantando uma série de leis que prejudicavam o trabalho dos jornalistas, o acesso da imprensa às informações. Segundo William Waack, a imprensa deve servir como polícia, vigiando o governo. Sim, claro. And who watches the watchmen? Bom, mas a rede Globo é perfeita para esse papel de polícia do governo, né. Ela é totalmente isenta, imparcial e ética e com certeza iria zelar pelos interesses do bom povo brasileiro, afinal é esse bom povo que assiste suas magníficas novelas, né?

O que eu acho uma hipocrisia, o que me irrita, é esse discurso do "bem contra o mal". Política é questão de interesses, de negociar e fazer prevalecer interesses. Na melhor das hipóteses, os interesses da maioria da população. Mas podem ser quaisquer interesses. Veja só, no final do discurso o senhor Serra falou que "...nós apenas estamos começando uma luta de verdade... Vamos dar a nossa contribuição como partidos, da nossa frente de partidos, como indivíduos, como parlamentares, como governadores... " Certo.

Pense comigo. Você e seu partido querem assumir o governo do país. Você e seu partido tem direito a veto de leis e projetos. O governo vem com um projeto "populista" de benefícios sociais, uma ideia muito boa, que ia melhorar a vida de muita gente sem prejudicar o orçamento. Mas se esse projeto for aprovado sem problemas, os louros da fama ficam com o governo, seu adversário. Você aprovaria esse projeto? Você acha seus colegas de partido aprovariam esse projeto? Você colaboraria com esse projeto, se ele beneficiasse seus adversários políticos?

Você acha que esse tipo de raciocínio não acontece o tempo todo lá dentro da máquina? Isso e coisas piores, mais sujas do que você consegue imaginar. Literalmente, beijar o diabo na boca. Isso é política.

E o Serra terminar com "a luta continua"... como se estivéssemos lutando contra um governo autoritário. Porra, isso é lavagem cerebral. Não, isso é ridículo. Ele devia ter dito logo "a luta continua, companheiros" que era a mesma frase que o Lula dizia na época de sindicalista. A mesma frase. Querem me fazer acreditar que estamos vivendo uma época de opressão. Opressão era entrarem na tua casa no meio da noite e te levarem. Opressão é jogarem discurso religioso nas tuas costas pra te fazer calar a boca. Hipócritas.

Então, veja lá o discurso desse senhor acima. Continue votando nele, não abra mão de seus princípios. Mas não tenha a imbecilidade de acreditar que você faz parte de uma jihad, tá? Você não é especial, seu candidato não é especial. Deixe de lado os discursos inflamados e maniqueístas, assuma posições claras e converse sobre elas.

E vê se começa a ler alguma coisa além da revista Veja.

Folha de São Paulo não conta.

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Essa é a última vez que falo de política aqui. Falar de política requer empenho pra pesquisar, ler, se informar. E eu só quero fazer meus desenhinhos, falar de quadrinhos, escrever minhas bobagens.

Vou lá fora curtir o sol.

See you.