sábado, novembro 26, 2011

Nascimento de um Pinguim

Esses dias eu reassisti Batman Returns, aquele filme que o Tim Burton fez com a Michelle Pfeiffer de Mulher-Gato e o Danny DeVito de Pinguim. E curti. Bastante. Falo mais disso outro dia.

O que aconteceu foi que a Dedé precisava de ajuda num trabalho pra faculdade. Ela tinha que fazer uma sequencia de fotografias que mostrasse uma narrativa compreensível de algo acontecendo. Alguma coisa no meio do caminho entre uma história em quadrinhos e um stop motion.

Daí tive essa ideia: "me fotografa desenhando".

E desenhei o Pinguim. Algo assim bem solto, bem sem compromisso, mas achei que ficou maneiro. Daí coloco aqui algumas das fotos que a Dedé fez pra você ver o nascimento de um pinguim.























sexta-feira, novembro 25, 2011

"Sienquévitch"!

Eu sempre curti histórias em quadrinhos. Desde que eu me entendo por gente, tenho um gibi nas mãos.

Quando eu tinha uns 14 anos caiu uma bomba no meu colo: o Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Era uma história intensa e poderosa em que meu ídolo de infância era mostrado como um velho amargurado, mergulhado num mundo violento e complexo.

O Cavaleiro foi a porta que me levou da salinha dos super-heróis para um vasto campo de possibilidades, ideias, cores, imagens e palavras. Eu comecei a reparar que não eram os personagens que levavam a uma boa história, mas os autores, aqueles caras que escreviam e desenhavam.

Por exemplo, tinha esse cara, o Bill Sienkiewicz. Eu comecei a reparar nele nas histórias dos Novos Mutantes, que vinham nos gibis do Hulk. Ele desenhava as histórias, mas fazia as coisas de um jeito um tanto diferente dos outros artistas.


Sienkiewicz juntou-se a Frank Miller e produziu uma graphic novel do Demolidor e a fantástica série Elektra Assassina. Todas as páginas internas pintadas com aquarela, acrílica, spray e sei lá mais o que. E um estilo de desenho caricato, extremamente expressivo, forte.


Era começo dos anos 90 e eu comecei a trocar ideias sobre quadrinhos com meus amigos no curso técnico, comecei a produzir algumas histórias minhas, entrei no curso de quadrinhos da Gibiteca.

Daí, em novembro de 1990, saiu Moby Dick, uma adaptação alucinante em quadrinhos feita pelo Bill Sienkiewicz. Ele conseguiu colocar todas as trocentas páginas do livro de Mellville em 48 painéis estupidamente bem ilustrados. Uma obra que me marcou pra caramba, que virou tema de conversas com meus amigos e que guardo com carinho até hoje.

E foi ela que eu escolhi pra levar por Bill Sienkiewicz autografar lá no FiQ.

O FiQ foi estupidamente maneiro. Teve muitas coisas boas e sensacionais, mas pra mim conhecer o Bill Siekiewicz foi o ponto alto. Foi a primeira coisa que fiz assim que cheguei no Festival.

E cheguei atrasado, porque meu voo de ida tinha sido cancelado. Pensei que ia perder a tarde de autógrafos, mas cheguei a tempo de pegar o último lugar na fila. E o homem estava lá, sorridente, supersimpático.

Lógico que não dá pra conhecer de verdade seu autor favorito numa fila de autógrafos, mas é bacana poder trocar algumas palavras, ver que a pessoa é simpática. Perguntei pra ele (velha curiosidade minha) como é que se pronunciava seu nome. E ele respondeu: "Ah, várias pessoas me perguntam isso. Mesmo a minha irmã pronuncia o nome da família errado. Pronuncia-se..."

Teve muita coisa maneira no FiQ, mas pra mim esse breve momento, essa contato simples foi muito legal. Coisa de tiete.

Mais tarde conheci um pessoal bem bacana na fila pra sessão de bate-papo com o Bill, que foi intermediada pelos grandes Sidney Gusman e Érico Assis. Bati foto na fila com os amigos segurando a senha como se fosse ingresso. Demos risadas. Bati foto de uma menininha que folheava Elektra assassina ao lado do pai.

No bate papo, Sienkiewicz foi sensacional. Ele respondeu perguntas, falou sobre processos de criação, contou histórias. Dava pra ver o quanto ele curtia estar ali. Seus olhos brilhando, o sorriso constante e tudo mais. Uma energia muito legal.

Essa energia esteve presente em todos os momentos do FiQ. E aconteceram muitas outras coisas legais, contato com outros artistas bacanas, descoberta de novos trabalhos e novos amigos.

Mas isso eu vou contando depois.


Rápido demais

O FiQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte) rola de dois em dois anos. O último aconteceu agora em novembro, entre os dias 9 e 13.

Eu estive lá e faz tempo que quero sentar pra escrever alguma coisa a respeito, mas nunca dava tempo e o assunto meio que foi escapando, passando.

Isso sem contar a quantidade de posts, podcasts e matérias em sites especializados que já comentaram o evento.

O tempo vai passando e parece que as notícias, os acontecimentos já nascem velhos, desgastados, ultrapassados nessa internet. Parece que sempre temos que estar atualizados, mas no exato momento em que publicamos alguma coisa ou mandamos um twit o assunto já é coisa velha, já é passado e temos que imediatamente buscar um novo assunto, um novo tema.

E daí o lance de ter um blog vira algo "elástico e interminável". Meio parecido com trabalho.

Essa é uma sensação desagradável que tenho e não se estende só ao que vou escrever sobre o FiQ, mas a tudo que compartilho na internet. Como se eu ou qualquer um tivesse a obrigação de estar sempre atualizado, sempre na frente. Não ser "semana passada".

Isso é muito chato e não é assim que as coisas deveriam funcionar, eu acho. Mas isso é uma impressão pessoal minha.

Acredito que estou muito preso à impressões e está faltando reflexão. Muita velocidade e muito movimento, muita coleta e nenhuma preocupação em pensar, selecionar, manter, aproveitar. Ou mesmo produzir.

Ou mesmo ficar na varanda, anotando as ideias e desenhando num caderno de papel mesmo, palpável, real, que vai ser visto só por mim ou por um punhado de pessoas que posso olhar nos olhos diretamente.


segunda-feira, novembro 14, 2011

Partículas Elementares

Preparei uma coletânea de histórias e desenhos e montei um fanzine pra esse FiQ. Tem muita coisa que quem frequenta o blog já viu, mas tem uma história inédita ali no meio.

Eis o trabalho na íntegra pra você conferir:


Se quiser deixar sua opinião nos comentários sobre o material, ela é muito bem-vinda.

terça-feira, novembro 08, 2011

Garota suicida


No dia 1º de maio de 1947, Evelyn McHale, 23 anos, saltou do deck de observação do prédio Empire State, em Nova York.

Deixou uma nota onde estava escrito: "ele está muito melhor sem mim... eu não seria uma boa esposa para ninguém..."

A fotografia foi feita por Robert Wiles.

Essa foi a imagem que mais me assombrou/maravilhou/impressionou hoje.

domingo, novembro 06, 2011

FiQ: Preview

Estou um bagaço porque passei o fim de semana desenhando e montando um fanzine pro FiQ (Festival Internacional de Quadrinhos) que acontece essa semana em Belo Horizonte.

Estou superempolgado! Vai ter uma galera muito bacana lá e também Bill Sienkiewicz, um ídolo meu dos quadrinhos de longa data.

Além de tietar, vou divulgar meu trabalho com esse fanzine.

Deixo aqui umas fotos pra partilhar um pouco do que foi essa maratona de fim de semana.



Foi bacana porque me sentei e compilei material que estava arquivado faz um tempo (coisas que nem lembrava que tinha feito) e terminei uma hq que estava no rascunho há uma era.

Daqui a uma semana volto com histórias pra contar.

Até lá!