quarta-feira, dezembro 28, 2011

As últimas horas de 2011

Pra mim, foi um ano inesquecível.
Vivi muita coisa.

Enfim...

Amanhã tou pegando estrada com amigos. Vamos rodar aí pelo Brasil.

Ficarei fora do ar pelas próximas 2 semanas, mas em 2012 estaremos de volta.

Queria agradecer a todos e a todas vocês que acompanham aqui o blog e desejar um excelente fim de ano e um extraordinário 2012.

Parafraseando o doutor Emmett Brown: "see you in the future".

;-)

quinta-feira, dezembro 22, 2011

2011 em uma lista de HQs favoritas

Todo mundo tá fazendo lista de melhores quadrinhos do ano, então eu vou fazer também. :-)

As regras aqui são as seguintes: são os quadrinhos que li e que mais gostei.

Alguns quadrinhos não foram lançados necessariamente em 2011, mas como eu os li pela primeira vez nesse ano, estão incluídos na lista.

Não há uma hierarquia, tipo, não há uma escolha de primeiro e segundo lugar. Todos os álbuns listados me conquistaram de alguma forma, então eu os listei por mês.

Vamos lá?

Janeiro: 676 Aparições de Killoffer 


Lançado em novembro de 2010, durante a Rio Comicon, esse livrão (25 x 36,5 cm) só chegou às minhas mãos em janeiro de 2011. E me impressionou muito. O francês Killoffer faz uma história autobiográfica alucinada, com páginas impactantes e situações totalmente surrealistas. Com cenas de escatologia e sodomia entre Killoffer e ele mesmo (?), não é uma leitura indicada pra toda a família. Ainda assim, é espetacular, pelos experimentalismos que faz com a linguagem dos quadrinhos. Detalhe: as letras da versão em português foram feitas de próprio punho pelo autor para se integrarem aos desenhos assim como na versão francesa.


Fevereiro: Noturno


Produzida pelo argentino Salvador Sanz, Noturno é uma extraordinária história que envolve dimensões paralelas, pássaros fabulosos e criaturas estranhas. A arte é belíssima, as cenas de metamorfose são hipnotizantes e o suspense mantém a gente ligado na trama até o fim. Coisa fínissima! Na Gibicon, que rolou em junho aqui em Curitiba, eu tive a oportunidade de conhecer Salvador Sanz. Sujeito muito legal.


Março: Surpreendentes X-Men volume 2 


Fazia muito tempo que eu não lia um gibi de super-herói que me fizesse empolgar. Com esses X-Men, eu senti como se tivesse voltado no tempo. Senti a alegria e o prazer de leitura que sentia quando era um moleque. Gibi de super-herói de primeira linha. Curti demais.


Abril: Almas Públicas 


Esse é um álbum que tem uma pegada completamente diferente. Sem super-heróis, pássaros fantásticos ou surrealismos autoreferentes, Marcello Quintanilha produz histórias, ou melhor, crônicas sobre pessoas tão comuns, tão brasileiras, que você pode até jurar que elas existem de verdade. E talvez existam. Almas Públicas mostra gente de tudo que é parte desse Brasil, cada uma com seu sotaque, com sua voz, com suas cores. Arte belíssima e ótimo texto, eu recomendo pra quem quer um ritmo diferente do que costuma se ver nas páginas de quadrinhos.


Maio: Três Sombras 


Cyril Pedrosa escreveu esse livro pensando em um casal amigo que tinha perdido o filho pequeno. É uma fábula intensa sobre amor e perda. Chegou pra mim numa época bem delicada na vida de minha família. Li e pensei muita coisa. Aprendi muita coisa naqueles dias.


Junho: Celluloid


Esse trabalho é um conto erótico contado apenas com imagens, na qual uma garota encontra um projetor Super-8 em seu apartamento e o liga. O espetacular são as ilustrações e o passeio pelas técnicas que Dave McKean proporciona. Coisa linda de ver.


Julho: Morro da Favela 


É muito bacana quando você termina de ler uma história e ela te deixa com um sorriso no rosto. No caso, a história do fotógrafo Maurício Hora contada em quadrinhos por André Diniz. Um material muito bacana, que podia ter seguido por um caminho de explorar a violência ou vitimizar os personagens, mas que apresenta o protagonista e sua comunidade de uma forma extremamente humana e cativante.


Agosto: Beasts of Burden 


Esse é outro livro de 2010. Ouvi falar muito bem dele pelo Twitter e um dia o danado apareceu lá na Itiban. Uma divertidíssima e enlouquecida mistura de filmes fofos de animais falantes com filmes de terror trash de zumbis, Beasts of Burden conta ainda com uma arte em aquarela belíssima feita pela Jill Thompson. Coisa pra  ler e ser feliz.


Setembro: Castelo de Areia 


Essa história me deu pesadelos. Ela é cruel e sem sentido,  exatamente como uma boa história de terror deve ser. Na trama, algumas pessoas, famílias, chegam a uma praia. Ali encontram o cadáver de uma moça que o mar trouxe. De repente, percebem que simplesmente não conseguem sair da praia. Mais ainda: alguma força estranha está fazendo com que envelheçam rapidamente e dentro de 24 horas ninguém ali estará vivo. Tenso.


Outubro: Achados e Perdidos / Valente para sempre



O quê? Duas? Pode isso? Pode sim. A lista é minha. Peguei esses quadrinhos lá no FiQ. Achados e Perdidos é uma história muito bacana sobre relações das pessoas umas com as outras e consigo mesmas, embalada pelo toque fantástico de um buraco negro. Valente para sempre é a história de um cãozinho que sofre por amor. Parece piegas, mas a história é muito bem contada, cheia de humor e boas sacadas e é impossível não se identificar com as desventuras do Valente.


Novembro: Sandman - Os Caçadores de Sonhos


Foi como ler uma história de Sandman que tivesse sido esquecida de publicar. Os desenhos de P. Craig Russell são um show e a trama está na média das histórias de Sandman, o que significa que é excelente.



Dezembro: A Chegada


A exemplo de Três Sombras,  A Chegada é uma história fantástica com elementos fabulosos que trata de assuntos extremamente comuns e preciosos: viagens, esperanças de vida nova em uma terra nova, saudades das pessoas queridas que deixamos para trás. E tem um visual todo baseado em um álbum de fotos antigas.


Teve muita coisa boa que ficou de fora dessa lista, como o livro Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente, do Lourenço Mutarelli, que é um material bacana, que gostei muito.

Teve ainda Saino a percurá, Daytripper, Birds, Black KissLucille, Koko be Good, Fantasmópolis, O Beijo Adolescente, Quando eu cresci, Pequeno Pirata...e isso porque eu não conto séries contínuas como 100 Balas, Os Mortos Vivos, Ex Machina, Vertigo. E teve a conclusão de Preacher!

Ah, sim, tem mais uma coisa:

O MELHOR DE 2011: ASTERIOS POLYP



Eu disse que não ia utilizar hierarquias  nem coisas como primeiro lugar, nem segundo lugar. Mas Asterios Polyp é muito foda. Não só foi o melhor lançamento do ano (fácil), como provavelmente é também um dos melhores lançamentos da História dos quadrinhos. É o tipo de material que ainda vai ser objeto de estudo de qualquer um que pesquise e leve a sério a linguagem sequencial. Em todos os aspectos, o melhor do ano.

Enfim, nenhuma escolha ou classificação é justa e sempre tem algo legal que não ganha a atenção devida. Listas de "melhores" refletem mais o gosto e o estilo de quem as escreve do que uma verdadeira escala de "qualidade".

2011 foi um ano com ótimos lançamentos e acredito que o mercado de quadrinhos está se firmando cada vez mais, tornando-se mais estável, com uma ótima e saudável variedade de gêneros e estilos. Autores nacionais estão ganhando cada vez mais espaço, seja com editoras ou com auto-publicação. As perspectivas para 2012 são ótimas.

E é isso aí.

:-)

The Mindscape of Alan Moore

Ontem assisti ao documentário The Mindscape of Alan Moore.

Moore é um dos roteiristas de quadrinhos mais brilhantes de todos os tempos, se não for O mais brilhante. Ele é o responsável pelas tramas e palavras de obras como Watchmen, V de Vingança e A Liga Extraordinária.

O curioso é que o documentário não é sobre histórias em quadrinhos. O foco é a divulgação de ideias sobre shamanismo e magia. Porque, além de roteirista de histórias em quadrinhos, Alan Moore também é um mago.

Magia.

Você pode estar achando que esse documentário fala sobre um monte de bobagens, mas não se engane.
Trata-se de um trabalho onde Moore comenta sobre suas origens, sobre como começou a escrever para quadrinhos e sobre seu processo criativo.

Acontece que suas criações, suas ideias e bases estão profundamente relacionadas com sua visão sobre magia.  E é justamente a visão de Moore sobre magia que impressiona.  Seu discurso e argumentos são fascinantes e muito distantes de um exoterismo barato. Ele parece ser um maluco, mas seu raciocínio e ideias são muito organizados e coerentes.
"A arte é, como a magia, a ciência de manipular símbolos, palavras ou imagens, para operar mudanças de consciência." Alan Moore
Como é fim de ano e já vem aqueles dias mais tranquilos entre natal e ano novo, eu disponibilizo aqui o filme pra você conhecer um pouco mais das ideias desse senhor genial.

Espero que você se fascine tanto quanto eu.

Feliz Natal.
:-)









sexta-feira, dezembro 09, 2011

Plano de férias

Nessas férias vou me entregar às longas e deliciosas conversas sem propósito pelas tardes, noites e madrugadas.
Nessas férias vou me dar o prazer da leitura. Das caminhadas sem pressa ou destino. Da cerveja a qualquer hora do dia.
Do ócio sem culpa.

sábado, dezembro 03, 2011

O emprego

Sempre me incomodaram aquelas propagandas de universidades e cursos que tem como principal objetivo atender as demandas do "mercado de trabalho".

Isso porque eu acho o tal "mercado de trabalho" uma coisa que é na grande maioria do tempo uma força esmagadora, burra, estúpida, cruel e desumana.

Também acho os discursos motivacionais do tipo "vista a camisa da empresa" uma afronta à inteligência. No fundo, o que interessa é amaciar o "trabalhador" pra que ele possa oferecer o melhor rendimento possível pra empresa.

Você pode argumentar que não é bem assim, e eu concordo com você. Essas minhas opiniões só se aplicam à grande maioria do tal "mercado de trabalho". Experimente acompanhar a rotina dos vendedores de shopping e do pessoal das grandes redes de supermercado pra ver se eu estou errado.

Enfim, taí essa animação argentina, linda de doer e que mesmo com situações absurdas não está muito longe do nosso mundo real.

Olha aí o making of dela: